Real estate – Relatório Reservado

Categoria: Real estate


Warning: Undefined variable $contador in /home/relatorioreservado/www/legado/wp-content/themes/relatorio-reservado/category.php on line 33

Real estate

A nova engenharia bilionária do TRXF11

7/08/2026
  • [addtoany]

A compra de R$ 2 bilhões em ativos imobiliários da Cyrela, anunciada nesta semana, marca uma inflexão na estratégia do TRXF11, um dos maiores e mais agressivos fundos de real estate do mercado brasileiro. O veículo de investimento gerido pela TRX, de Luís Augusto do Amaral e José Alves Neto, está deslocando seu eixo de crescimento das aquisições avulsas, construídas imóvel a imóvel, para operações de atacado, capazes de incorporar carteiras inteiras. Segundo informações que correm no mercado, o TRXF11 mantém conversas com duas outras incorporadoras também interessadas em monetizar patrimônio imobiliário, vendendo um pacote de empreendimentos. A investida do fundo persegue uma meta ambiciosa. O que se ouve à boca miúda é que o TRXF11 pretende chegar a R$ 12 bilhões em ativos ainda neste ano. Hoje seu portfólio gira em torno de R$ 10 bilhões, já contabilizada a compra dos ativos da Cyrela.

Há uma combinação de circunstâncias que torna o momento particularmente propício a operações desse tipo. O ambiente de juros elevados ajuda a explicar por que operações desse tipo ganharam espaço. Para empresas como a Cyrela, manter uma parcela relevante do capital imobilizada em imóveis prontos ou participações imobiliárias pode ser menos atraente do que transformar esses ativos em caixa e direcionar os recursos para novos projetos, redução de dívida ou reforço de liquidez. Na outra ponta, o mercado segue com poucos compradores capazes de absorver carteiras bilionárias, sobretudo porque o crédito está caro e as transações inteiramente à vista se tornaram mais difíceis. É justamente nesse espaço que o TRXF11 pretende avançar.

A operação com a Cyrela é emblemática porque funciona quase como um protótipo dessa engenharia. A proposta combina dinheiro e cotas do próprio fundo e prevê a participação do TRXF11 em veículos imobiliários administrados pela Cy.Capital. A fórmula permite ao comprador assumir uma carteira bilionária sem precisar desembolsar imediatamente, em dinheiro, todo o valor da transação. E possibilita ao vendedor monetizar os imóveis sem ter de abrir mão integralmente da exposição econômica aos ativos.

Real estate

Grandes fundos imobiliários rondam projeto de controladores da Tigre

29/07/2026
  • [addtoany]

Corre à boca miúda no mercado de real estate que a CRH, holding da família Hansen, controladora da Tigre, já foi abordada por dois grandes fundos imobiliários interessados em se associar ao projeto Cidade das Águas, em Joinville. Erguido em uma antiga área industrial da fabricante de tubos e conexões, o empreendimento prevê a transformação de aproximadamente 250 mil metros quadrados em um bairro planejado de uso misto. O projeto reúne edifícios residenciais, torre corporativa, centro médico, escola, comércio a céu aberto, parques, praças e áreas de convivência. O investimento total estimado chega a R$ 2,5 bilhões, com Valor Geral de Vendas (VGV) projetado de R$ 7,2 bilhões ao longo de 20 anos. A expectativa é que o bairro receba aproximadamente 15 mil moradores quando estiver integralmente implantado. O interesse dos fundos está ligado à possibilidade de participação nos empreendimentos destinados à locação, entre eles o edifício corporativo e os espaços destinados a lojas, restaurantes e serviços. A etapa inicial do projeto registrou vendas de aproximadamente R$ 165 milhões em apenas 12 horas e alcançou R$ 315 milhões em três semanas.

Foto: Projeto Cidade das Águas

#fundos imobiliários #Tigre

Real estate

Pátria busca novo comprador para terreno encalhado em São Paulo

15/07/2026
  • [addtoany]

O Pátria Investimento já saiu a campo em busca de um novo comprador para o terreno do fundo HGRE11 localizado no eixo Brás-Mooca, em São Paulo. Segundo o RR apurou, a gestora retomou os contatos com incorporadoras que atuam na região após o recente distrato da operação de R$ 70 milhões firmada em 2023 com a Plano Pirapora Empreendimentos Imobiliários, subsidiária integral da Plano&Plano. No mercado, players como Cury e Econ são apontados como candidatos ao negócio. Ambas têm presença na Zona Leste da capital paulista e experiência com empreendimentos de alta densidade, apartamentos compactos e projetos voltados à habitação econômica e de média renda. A venda do terreno se arrasta há mais de três anos. O contrato entre o HGRE11 e a Plano foi rescindido depois de sucessivas prorrogações. A empresa não conseguiu obter, dentro dos prazos contratuais, as aprovações urbanísticas necessárias nem cumprir as demais condições previstas para o desenvolvimento do projeto.

#Pátria Investimentos

Real estate

A virada da São Carlos: menos prédios e mais capital

31/03/2026
  • [addtoany]

A São Carlos Empreendimentos, o braço de real estate de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, está passando por uma espécie de refundação estratégica. A venda de R$ 735 milhões em prédios de escritórios em São Paulo e no Rio não é apenas uma reciclagem de portfólio, mas uma mudança profunda no modelo de negócio. O movimento indica uma transição do modelo clássico de proprietário para uma lógica mais próxima à de gestor de ativos. Ao manter vínculo com os imóveis via fundos e serviços de gestão, a São Carlos troca a previsibilidade do aluguel pela flexibilidade do capital. É uma aposta em liquidez e eficiência, ainda que ao custo de abrir mão de controle direto sobre o portfólio. Não se pode ter tudo, mesmo tratando-se de Lemann, Telles e Sicupira. Por trás da operação, há também uma leitura implícita sobre o mercado de escritórios. A venda com desconto relevante em relação ao valor patrimonial sugere que o preço contábil pode não refletir plenamente as condições reais de demanda e liquidez do segmento. Nesse contexto, antecipar a saída — mesmo com haircut — pode ser visto como decisão racional.

O movimento ocorre em um contexto em que a própria São Carlos já vinha reduzindo sua exposição direta a imóveis: a companhia encerrou 2024 com um portfólio avaliado em cerca de R$ 4 bilhões, com taxa de vacância ainda pressionada em determinados ativos corporativos e receita líquida impactada pela renegociação de contratos. No mercado, os indicadores reforçam essa leitura. Em São Paulo, a vacância de escritórios de alto padrão (classe A/A+) gira em torno de 18% a 20%, enquanto no Rio de Janeiro esse índice segue ainda mais elevado, frequentemente acima de 25%. Ao mesmo tempo, o ritmo de absorção líquida tem sido irregular, refletindo mudanças estruturais na demanda, como o avanço do trabalho híbrido.

#São Carlos Empreendimentos

Real estate

Com o caixa cheio, TRXF11 mira diversificação geográfica de seus ativos

3/11/2025
  • [addtoany]

O TRXF11, um dos mais agressivos e bem-sucedidos fundos de real estate do mercado, vai iniciar um novo ciclo de expansão. Segundo informações filtradas pelo RR, o veículo de investimento planeja ampliar geograficamente o seu portfólio, com foco em ativos no Nordeste e no Sul do país. São duas regiões consideradas estratégicas pelo potencial de crescimento do consumo e da infraestrutura. A meta é construir um portfólio mais distribuído, tanto em termos regionais quanto setoriais, para reduzir riscos e aumentar a previsibilidade de receitas. Hoje, por exemplo, aproximadamente 60% da carteira estão concentrados em São Paulo. O TRXF11 está no meio de uma robusta temporada de novas captações. A 11ª emissão de cotas, concluída em junho, levantou R$ 1,25 bilhão. No momento, está em curso a 12ª emissão, com um piso de R$ 2 bilhões, mas com possibilidade de chegar a R$ 3 bilhões. Com valor patrimonial de R$ 3,2 bilhões, o TRXF11, gerido pela TRX Investimentos, consolidou-se como um dos cinco maiores fundos de tijolo do país.

#TRXF11

Real estate

Há mais um hotel à venda nos classificados da Funcef

2/07/2025
  • [addtoany]

A Funcef negocia a venda do hotel Golden Tulip Porto Vitória, na capital do Espírito Santo. A fundação detém 62% do empreendimento. A fatia é avaliada em torno de R$ 50 milhões. O fundo de pensão da Caixa Econômica tem feito seguidos movimentos para reduzir sua carteira no setor hoteleiro. Em janeiro deste ano, vendeu o Vila Galé Eco Resort do Cabo, em Cabo de Santo (PE), por R$ 62 milhões – o comprador foi o próprio grupo português Villa Galé. Logo no mês seguinte, a Funcef se desfez do Novotel Barra da Tijuca, no Rio. O hotel foi vendido para a Performance Sernambetiba Empreendimentos por R$ 58 milhões. Procurada pelo RR, a Funcef informou que “não comenta eventuais negociações em andamento nem estratégias”.

#Funcef #Rede de hotelaria

Real estate

Fundo soberano de Cingapura vira um comprador voraz de imóveis no Brasil

5/06/2025
  • [addtoany]
A Barzel Properties – joint venture entre o GIC, fundo soberano de Cingapura, e investidores capitaneados pelo ex-Cyrela Nessim Sarfati – vem se movimentando freneticamente no mercado. De um lado, estaria em conversações para a compra de uma nova leva de lojas e centros de distribuição do Carrefour – em 2023, adquiriu quatro CDs e cinco pontos de venda da rede francesa por R$ 1,2 bilhão; do outro, o alvo são lojas do Assaí já pertencentes a fundos de investimento. Procurada, a Barzel disse que “adota como política não comentar especulações de mercado”. A dupla investida corrobora o apetite do GIC na área de real estate no Brasil. Seus tentáculos se espalham simultaneamente nas mais diversas direções. No último mês de abril, o fundo asiático se juntou à gestora de ativos imobiliários Alianza para investimentos em contratos de sale and leaseback e built-to-suit de data centers no país. Ao todo, o desembolso previsto é da ordem de R$ 2 bilhões. O primeiro aporte já foi realizado, com a compra do imóvel onde funciona um data center da Scala no Rio de Janeiro. O GIC mantém ainda uma posição estratégica no capital da Multiplan, em torno de 6%. Em 2022, por meio da Barzel, já havia comprado 17 imóveis do Pão de Açúcar, usados pelos hipermercados Extra.

#Cingapura #imóveis

Real estate

Setor de shopping center é o alvo prioritário da Genesis Capital

5/05/2025
  • [addtoany]
A Genesis Capital está erguendo quatro paredes sólidas na área de real estate. O que se diz no mercado é que seus executivos já miram a captação de um novo fundo, com foco na aquisição de participações em shopping centers. No mês passado, a gestora comprou junto à Iguatemi um pacote de ativos avaliado em aproximadamente R$ 500 milhões, entre os quais 49% do Shopping Market Place, em São Paulo, e o Galleria Shopping, em Campinas. Criada em 2020 por executivos egressos de outros bancos, como Itaú e Santander, a Genesis tem dois fundos de real estate, com patrimônio em torno de R$ 600 milhões.

#Genesis Capital #Shopping Center

Real estate

Mais uma negociação milionária à vista no portfólio do TRXF11

10/02/2025
  • [addtoany]

Circula no mercado a informação de que o TRXF11, da TRX Gestora de Recursos, está embalando um novo pacote de ativos imobiliários para venda, que seria composto, sobretudo, por lojas do Pão de Açúcar. Ao todo, o fundo é proprietário de 13 imóveis alugados à rede varejista, correspondentes a cerca de 13% da sua receita com locação. Com cerca de R$ 3 bilhões em ativos, o TRXF11 é hoje um dos fundos de real estate mais atuantes no mercado, tanto na ponta compradora quanto vendedora. Em agosto do ano passado, por exemplo, amealhou R$ 411 milhões com a negociação de três lojas locadas ao Assaí. Um mês depois, comprou quatro imóveis do Grupo Mateus por R$ 122 milhões. No último mês de janeiro, o TRXF11 distribuiu o maior dividendo da sua história.

#TRXF11

Real estate

Funcef faz check out em seus investimentos em hotelaria

9/01/2025
  • [addtoany]

Há um zunzunzum no mercado hoteleiro de que a Funcef avalia vender a sua participação de 100% no Vila Galé Eco Resort de Angra, no litoral sul do Rio de Janeiro. Ainda não há uma decisão tomada. No entanto, o fundo de pensão tem conduzido um processo de reestruturação da sua carteira imobiliária, notadamente no setor hoteleiro. Seria mais um passo nesse sentido. No mercado, a própria Vila Galé, que opera o resort, é apontada como o mais forte candidato a assumir o controle do negócio em caso de venda do controle. A exemplo do que acaba de ocorrer no caso do Vila Galé Eco Resort do Cabo de Santo Agostinho (PE). No fim de dezembro, o grupo português comprou o ativo junto à Funcef. Em contato, a fundação informou ao RR que “todas as transações realizadas são públicas e os ativos selecionados para alienação estão disponíveis para consulta no site. Por ora, o Eco Resort de Angra não aparece na lista. Como o Eco Resort do Cabo de Santo Agostinho, esse já vendido, também não aparece.

#Funcef

Real estate

Iate Clube do Rio de Janeiro pode fazer muito mais dinheiro em terra do que no mar

18/07/2024
  • [addtoany]

Sócios influentes do Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ) estão fazendo um lobby interno para a venda de uma parte do gigantesco terreno onde está localizada sua sede, nas franjas da Baía da Guanabara. Trata-se de uma das áreas mais nobres e uma das vistas mais cobiçadas da cidade, de frente para a Enseada de Botafogo. Não faltariam incorporadoras imobiliárias especializadas em empreendimentos de alto luxo ou mesmo administradoras de shoppings ávidas para se instalar naquele paraíso do real estate. Segundo o estatuto do ICRJ, em seu artigo 7º, “Compete ao Conselho Deliberativo… aprovar a alienação de bens imóveis sempre por proposta da Comodoria”.

#Baía de Guanabara #dinheiro #Iate Clube

Real estate

Petros coloca à venda antiga sede da BR Distribuidora

5/12/2023
  • [addtoany]

A Petros procura um comprador para o Edifício General Horta Barbosa, localizado no Maracanã, na Zona Norte do Rio. Há um certo simbolismo na negociação. Por décadas, o imóvel foi a sede da antiga e ex-estatal BR Distribuidora. Hoje, abriga áreas da Petrobras, como TI. O ativo está marcado no balanço da Petros ao valor de R$ 95 milhões. Procurada, a Petros não se pronunciou.

#BR Distribuidora #Petros #venda

Real estate

Centros de distribuição entram na mira de fundo de pensão canadense

30/08/2023
  • [addtoany]

Corre no mercado que fundos ligados ao Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) estão garimpando ativos imobiliários no Brasil, notadamente em logística – leia-se centros de armazenamento. O segmento vive um momento razoavelmente frenético, seja pela oferta de ativos colocados à venda por grandes redes varejistas, seja pelos investimentos das maiores plataformas chinesas de e-commerce no país. Empresas como Shein e Shopee não apenas têm construído centros de distribuição próprios como há a expectativa de que vão recorrer a ativos de terceiros para acelerar seu crescimento no país. O CPPIB é um potentado que administra mais de US$ 600 bilhões.  

#Canada Pension Plan Investment Board

Real estate

Provident quer levar os milionários brasileiros para Dubai

7/08/2023
  • [addtoany]

Informação que circula à boca miúda entre gestores da área de real estate: a Provident, um dos grandes grupos imobiliários de Dubai, estuda abrir um escritório em São Paulo. Vai chover dólar no Brasil? Não, exatamente. É justamente o oposto. A Provident pretende captar recursos e atrair endinheirados investidores para projetos de real estate nos Emirados Árabes. Só em Dubai, o setor de real estate movimenta mais de US$ 90 bilhões por ano.

#Provident

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima