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Holcim freia o ímpeto da Huaxin na disputa pela CSN Cimentos
11/08/2026- [addtoany]
O processo de venda da CSN Cimentos entra no que parece ser sua reta final com uma ducha de água fria para Benjamin Steinbruch. A proposta da Huaxin, tida até então como a mais agressiva candidata ao negócio, ficou em torno dos R$ 11 bilhões – conforme informou o Pipeline, do Valor Econômico, ontem -, portanto, bem abaixo dos R$ 15 bilhões almejados por Benjamin. Segundo informações que circulam no setor, a suíça Holcim teve um papel importante no enxugamento da proposta apresentada pelos chineses. Primeiro, na condição de principal acionista da Huaxin, com 40,1% do capital total. A Holcim tem demonstrado ressalvas em relação ao negócio, notadamente em função do valor. E não há ninguém que conheça tão bem os ativos da CSN Cimentos. Em 2021, a empresa de Benjamin comprou as operações do grupo suíço no Brasil. Ao mesmo tempo, a Holcim acabou, de forma indireta – ou nem tanto -, por reduzir a capacidade da Huaxin de realizar, neste momento, uma aquisição desse porte no Brasil. A explicação passa pelas Filipinas. Às vésperas do prazo para a entrega das propostas vinculantes pela CSN Cimentos, encerrado em 7 de agosto, a cimenteira chinesa fechou a compra da operação filipina da Holcim, por US$ 807 milhões. É quase uma capitalização às avessas. Coube à empresa investida, a Huaxin, transferir recursos para o caixa de sua principal acionista. Some-se o fato de que provavelmente os asiáticos ainda terão de colocar mais dinheiro para revitalizar a Holcim Philippines, que acumulou prejuízo de US$ 88 milhões nos últimos dois anos.
A Huaxin segue no páreo, mas sem a mesma velocidade de galope de antes. O mesmo se aplica aos outros dois candidatos que apresentaram ofertas vinculantes – um consórcio formado pela Votorantim e pela italiana Cementir e a também brasileira Polimix. Os valores ficaram bem aquém do que Benjamin pretendia levantar com a venda da CSN Cimentos. Forma-se, assim, uma espécie de consenso entre os compradores sobre o valor da companhia: há interesse pelo ativo, mas não ao preço desejado pelo vendedor. A reta final tende a transformar-se, portanto, em uma negociação para saber até onde Benjamin está disposto a descer.
Empresa
Benjamin busca um duelo chinês na tentativa de aumentar o dote pela CSN Cimentos
5/08/2026- [addtoany]
Aos 44 do segundo tempo, Benjamin Steinbruch ainda tenta trazer a chinesa Sinoma de volta ao tabuleiro da venda da CSN Cimentos, de acordo com uma fonte a par das negociações. O grupo asiático chegou a fazer uma due diligence na fabricante de cimentos, mas não apresentou oferta pelo ativo. O retorno ao game da Sinoma seria um trunfo de Benjamin para esquentar o “leilão” da CSN Cimentos e forçar a também chinesa Huaxin a elevar sua proposta. Considerada a principal candidata ao negócio, a empresa colocou sobre uma mesa um lance em torno de R$ 12 bilhões. Também seguem no páreo a Votorantim Cimentos, em associação com a italiana Cementir, e a Polimix. Benjamin jamais quis – e, no fundo,ainda não quer – vender a sua operação de cimentos. A empresa nasceu de sua ambição de desafiar a liderança da Votorantim e foi montada por meio de aquisições, a maior delas a da LafargeHolcim Brasil. Mas as cartas do empresário estão praticamente esgotadas. Historicamente, Benjamin já esteve em corner em outras oportunidades e, de um jeito ou de outro,recorrendo a equity ou a debt, sempre conseguiu achar uma saída. Desta vez, no entanto, a situação é diferente. As portas do crédito já não se abrem como antes. A CSN carrega uma dívida líquida de R$ 40,5 bilhões, equivalente a 3,36 vezes o Ebitda. Apenas em 2026, os vencimentos somamR$ 9,4 bilhões. A principal espada sobre a cabeça de Benjamin é o empréstimo-ponte de US$ 1,2 bilhão contratado em março junto a um pool de bancos internacionais. A operação deu algum fôlego imediato ao caixa da CSN, mas teve um preço elevado. A companhia aceitou pagar juros equivalentes à SOFR acrescida de um spread de 6% ao ano, um custo incomum para um grupo do seu porte e que, por si só, já refletia a percepção de risco do mercado em relação à sua estrutura de capital. Mais do que isso, o empresário teve de dar ações e ativos da própria CSN Cimentos como garantia. É um paradoxo: talvez a única forma de Benjamin não perder a cimenteira seja vendendo-a.
Cimento Tupi entra no radar do Grupo Votorantim
1/09/2022- [addtoany]
Mais um M&A à vista no mercado cimenteiro: o Grupo Votorantim vem mantendo conversações para a compra da Cimento Tupi, controlada pela família Koranyi Ribeiro. A empresa estaria avaliada em cerca de R$ 1,8 bilhão. Ou seja: os Ermírio de Moraes podem desembolsar o equivalente a US$ 103 por tonelada instalada. Para efeito de comparação, trata-se de um múltiplo próximo ao que a CSN Cimentos pagou pelos ativos da Lafarge Holcim (US$ 100 a tonelada), em 2021. Mas bem distante do que a própria companhia de Benjamin Steinbruch ofertou pela Elizabeth Cimentos, também em 2021 – US$ 167 a tonelada.
O principal fator de depreciação da Tupi é o seu alto endividamento. Em recuperação judicial desde o início de 2021, a empresa carrega um passivo superior a R$ 3 bilhões. Essa dívida torna a venda do controle uma operação intrincada. Segundo o RR apurou, a Votorantim tem feito gestões preliminares junto aos credores da Tupi. Qualquer investida sobre a companhia passa obrigatoriamente por eles. O ponto mais nervoso são os fundos abutres, que detêm mais de metade dos créditos contra a companhia.
Foi o único grupo de credores que votou contra a proposta de pagamento das dívidas extraconcursais no plano de recuperação judicial da Tupi. Os abutres têm mais de US$ 200 milhões em créditos com a empresa. Procuradas pelo RR, Votorantim e Tupi não quiseram se manifestar. Mesmo com o fardo do endividamento, a Tupi voltou a ser uma peça interessante no tabuleiro da indústria brasileira de cimento. No ano passado, teve uma receita de R$ 491 milhões, 27% a mais do que em 2020. No mesmo intervalo, o Ebitda saltou de R$ 70 milhões para R$ 118 milhões.
A aquisição da empresa permitiria à Votorantim ampliar ainda mais a folgada liderança no ranking do setor, saindo de 35 milhões para 38,5 milhões de toneladas de capacidade instalada no Brasil. De certa forma, ainda que indiretamente, seria uma resposta à investida feita pela CSN com a compra das operações da Lafarge Holcim no Brasil. Com a aquisição, a companhia de Benjamin Steinbruch passou a disputar o segundo lugar do setor com a Intercement, da Mover Participações (ex-Camargo Corrêa), ambas na casa dos 17 milhões de toneladas de capacidade.
Garimpo na bolsa
10/05/2022- [addtoany]
Depois de congelar o IPO da CSN Cimentos, Benjamin Steinbruch cogita uma nova oferta de ações da CSN Mineração. A abertura de capital da empresa, há pouco mais de um ano, movimentou quase R$ 5 bilhões.
Próxima obra
4/04/2022- [addtoany]
Após comprar os ativos da Lafarge Holcim, a CSN Cimentos tem um novo alvo: um importante grupo do setor sediado no Nordeste.
Votorantim Cimentos sai em busca de novos territórios
5/11/2021- [addtoany]
Enquanto a CSN Cimentos acumula aquisições no Brasil, o Votorantim avança na América Latina. Segundo o RR apurou, o grupo estaria mantendo entendimentos com o governo do Uruguai para a compra dos ativos cimenteiros da estatal Ancap. O presidente Luis Alberto Lacalle Pou já anunciou a intenção de privatizar a operação.
São duas fábricas nas cidades de Paysandú y Minas e um centro de distribuição em Planta Manga. Ressalte-se que a Votorantim Cimentos já está presente no Uruguai, por meio da Cementos Artigas, uma associação com a Cementos Molins. Neste momento, inclusive, o grupo dos Ermírio de Moraes está investindo cerca de US$ 40 milhões na expansão da empresa.
Em outro front, a Votorantim Cimentos prepara também sua entrada na Colômbia e no México, por meio da compra de cimenteiras locais. De acordo com a mesma fonte, já há algumas conversações engatilhadas nos dois países. Trata-se de um passo razoavelmente arrojado. Em ambos os casos, a Votorantim Cimentos vai disputar mercado, na casa do adversário, com dois dos maiores conglomerados do setor nas Américas, a colombiana Argos e a mexicana Cemex. Procurada pelo RR, a Votorantim não quis se manifestar sobre o assunto.
Cimento fresco
14/01/2021- [addtoany]
O norte-americano Farallon busca um comprador para a paraibana Cimento Elizabeth. A CSN Cimentos teria sido uma das empresas procuradas.