Tag: Reag Investimentos
Mercado
Crise da Apex Partners leva gestores a reviver fantasma da Reag
10/08/2026- [addtoany]
A eclosão da grave crise da Apex Partners, na semana passada, interrompe uma escalada que, há algum tempo, vinha despertando uma atenção particular entre gestores de investimentos pelo ritmo pouco usual. No mercado, não falta quem enxergue similaridades nas trajetórias da empresa capixaba e da finada Reag Investimentos. Guardadas as devidas proporções e circunstâncias, ressalte-se. A semelhança em questão está exatamente na velocidade de crescimento. No início de 2023, a Apex tinha algo próximo de R$ 2,2 bilhões em ativos sob supervisão. Em março deste ano, chegou a R$ 17,5 bilhões. Ou seja: em pouco mais de três anos, a plataforma multiplicou por quase oito o volume sob gestão. A título de comparação, no mesmo período, o patrimônio líquido de toda a indústria brasileira de fundos cresceu apenas 1,46 vez – de R$ 7,4 trilhões para R$ 10,8 trilhões, segundo dados da Anbima. O mercado não via nada tão fora da curva desde a Reag, liquidada pelo Banco Central.
Durante o seu período de frenético crescimento, do fim de 2020 até julho do ano passado, a antiga gestora de João Carlos Mansur saltou de R$ 25,3 bilhões em dezembro de 2020 para R$ 341,5 bilhões em julho de 2025, um aumento de 12,5 vezes.
Na última quinta-feira, a Apex anunciou ter identificado “inconsistências financeiras” e afastou o fundador e presidente Fernando Cinelli e o diretor financeiro Eduardo Siqueira. No mesmo dia, Cinelli renunciou ao conselho de administração da CVC, companhia na qual fundos ligados à Apex montaram uma participação relevante. Na última sexta-feira, 7 de agosto, o quadro ficou ainda mais delicado. A Apex recorreu à Justiça e obteve proteção temporária contra execuções de credores. O passivo preliminar apresentado no processo se aproxima de R$ 1 bilhão. A companhia terá 30 dias para decidir se pede recuperação judicial. Também na sexta-feira, o BTG rompeu o contrato de distribuição mantido com a Apex.
Mercado
Há mais senões do que cifras na venda da Reag Investimentos
4/09/2025- [addtoany]
Os executivos da Reag Investimentos que articulam a aquisição da gestora estão amarrando um contrato de risco com o atual controlador, João Carlos Mansur. A proposta não prevê qualquer desembolso imediato pelo negócio. Haveria um tempo de carência, de 12 a 24 meses, para o pagamento. O valor, por sua vez, só seria fixado ao final desse prazo e calibrado em função da carteira de ativos retidos e dos resultados financeiros. Ou seja: do que restará da Reag após a grave crise reputacional deflagrada com as denúncias de envolvimento com o PCC. E, mesmo assim, com todas essas amarras, os executivos da gestora ainda não estão certos de que assumirão esse risco apenas entre si. O que corre no mercado é que eles buscam parceiros externos para a compra do controle da Reag.
Mercado
Escândalo policial tira Virgo das mãos da Reag Investimentos
1/09/2025- [addtoany]
Além da queda de 15% do seu market cap em único dia, as acusações de envolvimento com o crime organizado tiveram outro impacto imediato sobre a Reag Investimentos. O escândalo forçou a gestora a desistir da aquisição da securitizadora Virgo, de Ivo Koz. A Reag esteva no páreo até os últimos metros – em uma disputa com o Pátria e a Riza Asset Management, que acabou fechando o negócio. Há informações de que as tratativas entre as duas empresas avançaram até a noite da última quarta-feira. Nas primeiras horas do dia seguinte, no entanto, estourou a Operação Carbono Oculto, com a operação de busca e apreensão na sede da Reag. Ainda que os dois casos sejam absolutamente incomparáveis, a Virgo também enfrenta um momento delicado. A securitizadora é alvo de uma investigação da CVM por possíveis irregularidades no uso de recursos de fundos de reserva de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).
Empresa
Reag Investimentos quer bater uma bolinha fora do Brasil
8/07/2025- [addtoany]
A Reag Investimentos, de João Carlos Mansur, quer pisar em gramados fora do Brasil. A Revee, sua controlada, está prospectando a compra de clubes de futebol e acordos para gestão de arenas esportivas em outros países, a começar pela Argentina. A empresa é uma das investidoras do consórcio que negocia a compra da SAF da Portuguesa de Desportos, ao lado da Tauá Partners e da XP Investimentos. O projeto prevê também a reforma e a gestão do Canindé, estádio do clube paulista. A Revee e o próprio Mansur participaram também da construção do Allianz Parque. Há pouco mais de um mês, ressalte-se, a companhia passou a ter ações negociadas no Novo Mercado da B3. A partir da reorganização societária, a Revee passará a operar com uma estrutura de capital própria e uma gestão independente em relação à própria Reag. Um dos desafios é alavancar recursos para aumentar seu portfólio de SAFs e de arenas. Não deve ser exatamente um problema para Mansur e seus sócios. A Reag bateu recentemente a marca de R$ 300 bilhões em ativos sob gestão.
Futebol
Uma bola dividida quica na frente da Reag Investimentos
5/02/2025- [addtoany]
A entrada de Marcio Cadar, sócio da Reag Investimentos, na SAF do Santa Cruz arrastou a gestora para um tiroteio de especulações. No mercado surgiram informações de que a própria Reag estaria comprando uma parte das ações negociadas pelo clube pernambucano. Outras línguas, mais ferinas, sussurram que, para todos os efeitos, trata-se de um investimento individual do próprio Cadar, mas que, debaixo da sua camisa de pessoa física, estaria a da gestora. Entre o dito e o não dito, a Reag nega qualquer vínculo com a SAF do Santa Cruz. A próspera empresa de investimentos de João Carlos Mansur, que administra mais de R$ 180 bilhões, vai ter de dizer isso aos clubes sedentos por dinheiro que já andaram rodando sua porta.
Mercado
Reag Investimentos tem mais uma aquisição no gatilho
28/08/2024- [addtoany]
O que se diz e o que se ouve no mercado é que a Reag Investimentos está perto de fechar mais uma aquisição. O deal deverá ser sacramentado em até dois meses. Nos últimos cinco meses, a gestora comprou a Quasar Asset Management, a Empírica e 25% da Confrapar – esta última representou sua entrada no segmento de private equity. Por essas e outras, o fundador e CEO da Reag, João Carlos Mansur, é tido por seus pares como um dos personagens mais agressivos do mercado neste momento. Há pouco mais de um ano, sua casa de investimentos tinha cerca de R$ 80 bilhões sob gestão. Recentemente, bateu na marca de R$ 180 bilhões. A aposta do RR? Os R$ 200 bilhões vêm ainda neste ano.
Mercado
Reag Investimentos persegue uma meta arrojada
7/06/2024- [addtoany]
A Reag não vai parar na aquisição da Empírica, anunciada na última terça-feira. Corre no mercado que o próprio João Carlos Mansur, comandante-em-chefe da empresa de investimentos, tem deixado escapar em petit comité que a meta seria chegar a R$ 50 bilhões em crédito estruturado sob gestão. Ou seja: duplicar a atual carteira, já contabilizando os R$ 9 bilhões amealhados com a compra da Empírica. É mais um front de negócios que vem garantindo a rápida escalada da Reag Investimentos, que já tem sob o seu guarda-chuva mais de R$ 160 bilhões em ativos. Aliás, há quem diga que Mansur não vai sossegar até bater nos R$ 200 bilhões. Pode ser que sim, pode ser que não.