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Economia
Feijão vira um ingrediente indigesto para o governo na mesa da eleição
3/09/2026- [addtoany]
O governo Lula olha, apreensivo, para a panela do feijão. É lá que fervilha o aumento acumulado, desde janeiro, de 50% nos preços do mais brasileiro dos alimentos. É um caldo com alto risco de entornar nas urnas. Segundo o RR apurou, o Ministério da Agricultura e a equipe econômica discutem medidas para conter a disparada do produto. Entre as iniciativas colocadas sobre a mesa está a redução temporária da tarifa de importação de feijão comprado fora do Mercosul, hoje de 10%. Seria uma maneira de abrir uma válvula adicional de oferta e aumentar a competição com o grão produzido no país. Ao mesmo tempo, a Conab deve aumentar a aquisição de feijão para posterior colocação no mercado, também como forma de pressionar a redução dos preços. No momento, os estoques governamentais não oferecem uma almofada suficientemente grande para uma intervenção desse porte.
A maior preocupação do governo é conter o impacto inflacionário da alta do feijão. Em ano eleitoral, deixar um dos produtos mais populares da mesa brasileira subir quase 50% é permitir que a inflação entre na campanha pela cozinha. Não é hora de estragar um prato que vem sendo bem servido. Em julho, o grupo alimentação e bebidas, que representa cerca de 22% da cesta do IPCA, caiu 0,67%. A alimentação no domicílio recuou 1,14%. O feijão, no entanto, segue na contramão. E, mantidas as atuais condições de temperatura e pressão, o problema tende a se acentuar. A Conab estima produção próxima de três milhões de toneladas nas três safras de feijão de 2025/26, queda de 3,2% sobre o ciclo anterior.
Agronegócio
O feijão maravilha na balança comercial
7/11/2025- [addtoany]
O Ministério da Agricultura trabalha com a estimativa de que as exportações brasileiras de feijão vão chegar a 450 mil toneladas neste ano, recorde histórico. Uma vez confirmado, esse número representará um aumento de 40% em relação ao volume comercializado para o mercado externo em 2024 (320 mil toneladas). Até setembro, as exportações somaram 361 mil toneladas. O Brasil deve agradecer, sobretudo, à Índia, principal responsável por engrossar o caldo das divisas brasileiras com o aumento das compras de feijão. O país asiático se consolidou como o principal destino do produto.
Agronegócio
Vai ter feijão preto barato no prato do brasileiro
7/04/2025- [addtoany]
Um report tranquilizador do Ministério da Agricultura chegou ao Palácio do Planalto na semana passada. A segunda safra de feijão preto, que se encerra em abril, deverá alcançar 450 mil toneladas. Ainda que represente uma queda em relação à estimativa anterior da Conab (480 mil toneladas), o número foi motivo de alívio na Pasta. Devido à estiagem na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, havia o receio de uma queda ainda mais acentuada da colheita, descendo para a casa das 400 mil toneladas. No entendimento da área técnica do Ministério, a produção da segunda safra será suficiente para sustentar a tendência de queda nos preços do feijão preto. No mês de março, o valor ao consumidor caiu aproximadamente 8%. No acumulado de 12 meses, a redução dos preços beira os 40%. O bolso do brasileiro agradece. E o governo Lula, com sua popularidade cada vez mais pobre em ferro e fibras, também.