Ânima – Relatório Reservado

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Negócios

Recompra da FMU pela Ânima é um teste para o Cade

16/07/2026
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Ao analisar a venda da FMU para a Ânima Educação – acordo de R$ 560 milhões anunciado na última terça-feira-, o Cade vai julgar para além da operação em si. No limite, o que estará em jogo é a eventual abertura de um preocupante precedente. A Ânima já havia adquirido a FMU em 2021, dentro de um pacote de ativos adquiridos junto à norte-americana Laureate. Na ocasião, decidiu vender a instituição de ensino exatamente como um remédio concorrencial, de forma a facilitar a aprovação da compra das operações da Laureate no Brasil pelo Cade. Agora, cinco anos depois, recompra a FMU. Na prática, é como se os efeitos da medida antitruste adotada em 2021 fossem anulados. Neste contexto, o M&A firmado nesta semana obrigará o Cade a caminhar sobre o fio da navalha. Não quer dizer que seja este o caso da Ânima, mas a aprovação da recompra da FMU poderá abrir uma brecha para que, no futuro, empresas retirem ativos sensíveis de grandes aquisições, obtenham a aprovação antitruste e, alguns anos mais tarde, tentem recuperá-los em uma nova transação. Mesmo que cada recompra venha a ser submetida novamente ao Cade, o expediente poderia a eficácia econômica dos desinvestimentos utilizados para preservar a concorrência. Consultado, o Cade informou que “não se manifesta sobre casos em andamento”. A Ânima não se pronunciou.

Em tempo: o mercado não está conseguindo entender a recompra da FMU. Ontem, as ações da Ânima chegaram a cair cerca de 30%, uma destruição de valor superior a R$ 400 milhões em poucas horas, quase equivalente ao que a empresa desembolsou pelo ativo (R$ 410 milhões) – fora R$ 150 milhões em dívidas. Analistas consideraram a transação cara, atípica e difícil de conciliar com a estratégia que vinha sendo atribuída à companhia: redução da alavancagem, geração de caixa e maior disciplina na alocação de capital. O BTG Pactual rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 7 para R$ 4.

#Ânima #Cade

Educação

A difícil matemática da Ânima para alongar seu passivo

22/07/2025
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A recente emissão de R$ 150 milhões em debêntures da Ânima Educação soa como um test driver. Entre os investidores, a percepção é que a empresa terá de voltar ao mercado no curto prazo e usou o lançamento dos papéis como um termômetro para operações de maior calibre.  O motivo é a pressão para alongar o perfil do seu passivo. É um trabalho de formiguinha. No primeiro trimestre deste ano, a relação dívida líquida/Ebitda caiu para 2,6 vezes, contra três vezes em março de 2024. Mesmo assim, a companhia ainda está longe de um nível de alavancagem confortável. Além da tensão financeira, a empresa encara um novo risco regulatório que envolve seu principal negócio: a vertical de Medicina. A possível criação de um exame nacional para acesso à residência médica (ENAmed) pode impactar a empresa, assim como seus congêneres, pela possibilidade de limitação na entrada de novos alunos.

#Ânima

Está no DNA

31/05/2022
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A DNA Capital, gestora da família Bueno, estuda aumentar sua participação na Inspirali, transformando-a em ponta de lança para novos investimentos em educação. Hoje, o clã detém 25% da empresa, que reúne os cursos de medicina da Ânima.

#Ânima #DNA Capital

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