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AGCO estuda freio na produção para reduzir estoques no Brasil
19/08/2026- [addtoany]
A AGCO avalia medidas de ajuste para fazer frente ao frustrante desempenho do mercado brasileiro de máquinas agrícolas. Entre as alternativas analisadas, segundo informações que correm no setor, estaria um ajuste ainda mais fino da produção das fábricas no país, de forma a acelerar a redução dos estoques na rede e preparar a companhia para uma eventual recuperação da demanda em 2027. A possibilidade de prolongar a calibragem da produção no Brasil seria uma tentativa de evitar que a fraqueza atual da demanda atravesse a virada do ano carregada nos estoques da AGCO e de seus concessionários.
Há números que ajudam a explicar a cautela. No primeiro semestre, as vendas de tratores no Brasil caíram 11% em relação ao mesmo período de 2025, segundo estimativas da própria AGCO. No caso das colheitadeiras, o tombo foi bem mais acentuado: 39%. A retração atingiu principalmente os tratores de maior potência, justamente os de maior valor agregado. A América Latina, fortemente influenciada pelo mercado brasileiro, sentiu o baque: as vendas da AGCO na região recuaram 25% no segundo trimestre, descontado o efeito cambial, para US$ 271 milhões. O resultado operacional regional caiu US$ 48,7 milhões e a margem ficou negativa em 8%. A companhia já vem manejando a produção como instrumento de defesa. No segundo trimestre, a fabricação na América do Sul ficou cerca de 30% abaixo da registrada um ano antes. E a AGCO pretende manter, ao longo do restante de 2026, a produção aproximadamente 15% abaixo do ritmo das vendas no varejo, numa tentativa de acelerar a redução dos estoques mais antigos nas concessionárias. O estoque regional, que fechou 2025 equivalente a cinco meses de vendas, caiu para quatro meses no primeiro trimestre e aproximadamente três meses e meio em junho. A meta é chegar a três meses.
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Colheitadeiras da AGCO estão sobre um solo pouco fértil
20/08/2024- [addtoany]
A prosperidade do agronegócio não se espalha necessariamente por toda a sua cadeia de valor. Que o diga a AGCO, gigante global de máquinas e equipamentos agrícolas. Há relatos nos setor que o grupo norte-americano avalia adiar mais uma vez a retomada da produção na sua fábrica de colheitadeiras em Santa Rosa (RS). A unidade está parada desde março. A previsão inicial era o retorno das atividades em julho. Mas, quando julho chegou, a AGCO empurrou o prazo para o fim de setembro. Todos os 350 funcionários estão em regime de layoff. A questão é saber até quando. À medida que o tempo passa, maior o risco de demissões. Mesmo porque as notícias que chegam dos Estados Unidos não são nada alvissareiras: a AGCO anunciou recentemente que vai cortar cerca de 6% da sua força de trabalho em todo o mundo. Procurada pelo RR, a empresa não se pronunciou.
Kepler Weber na mira da AGCO
21/09/2021- [addtoany]
Corre no mercado que a norte -americana AGCO, uma das grandes fabricantes mundiais de implementos agrícolas, está fazendo uma nova investida para a compra da Kepler Weber. Em 2017, o grupo lançou uma oferta para a aquisição das participações do BB e da Previ, à época acionistas da fabricante de silos. No entanto, a operação foi questionada pela CVM, e a AGCO acabou retirando a proposta. Hoje, qualquer tratativa para a compra da Kepler Weber passa obrigatoriamente pela Tarpon, dona de 25,8% das ações. Outros acionistas de peso são a família Heller e o BNDES, respectivamente, com 11,4% e 6,5%. Procuradas, Kepler Weber, Tarpon e AGCO não se pronunciaram.
Entressafra
14/01/2021- [addtoany]
A pandemia e a estiagem na Região Sul formaram a tempestade perfeita para o setor de máquinas agrícolas: gigantes como AGCO e John Deere já estariam revisando planos de investimento no Brasil na esteira da queda das vendas.
Kepler Weber entra no radar dos chineses
28/11/2017- [addtoany]
A fila andou e a chinesa Zeng Chang surge no caminho da Kepler Weber. Segundo o RR apurou, dentro da própria Previ e do Banco do Brasil, acionistas da fabricante de silos, o grupo asiático é apontado como forte candidato à compra da companhia. A bola está quicando à sua frente depois que a norte-americana AGCO supreendentemente desistiu de adquirir as participações do fundo de pensão e do Banco do Brasil – Banco de Investimentos (BBBI) na Kepler Weber – a operação já havia sido, inclusive, aprovada pelo Cade. Uma das grandes indústrias de equipamentos de armazenagem da China, a Zeng Chang já tem uma fábrica em Curitiba, na qual investiu pouco mais de R$ 100 milhões. A compra da Kepler Weber daria outra dimensão à operação dos asiáticos, que passariam a ter massa crítica para atender a toda a América do Sul.
Santal é a salvação da lavoura da AGCO
18/03/2016- [addtoany]
A AGCO vai vender a Santal, sua fabricante de equipamentos para a indústria sucroalcooleira. Trata-se de uma medida desesperada. A empresa será alienada com o preço na bacia das almas, pois o mercado de etanol vive um momento de agrura – vide o caso da maior concorrente da Santal, a tradicionalíssima Dedini, que entrou em recuperação judicial. As circunstâncias do mercado são péssimas para a venda da Santal, mas a AGCO não tem outra saída se não colocar o ativo na prateleira. O momento do grupo norte-americano no Brasil é tenebroso. Em 2015, as vendas de tratores caíram 30%. As de colheitadeiras, 40%. A situação chegou a tal ponto que a AGCO virou uma espécie de Casas Bahia da indústria de máquinas agrícolas: em uma estratégia comercial de guerra, começou a fechar vendas com pagamento apenas em 2017, uma prática totalmente fora dos seus padrões. O Brasil é um mercado estratégico para a AGCO. Trata-se de uma das três maiores operações do grupo em todo o mundo. Mas, de dois anos para cá, tem perdido importância relativa nos resultados da companhia. A subsidiária brasileira chegou a responder por 15% da receita global do grupo, em torno de US$ 10 bilhões. É provável que este índice caia para 10% até 2017. Procurada pelo RR, a AGCO não comentou o assunto. A AGCO procurou o RR para dar o esclarecimento abaixo. Reiteramos que a empresa foi procurada antes da publicação da matéria, mas não obtivemos resposta.