Indústria – Relatório Reservado

Categoria: Indústria


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Indústria

China embaralha o comércio de autopeças entre Brasil e Argentina

28/08/2026
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Mais um indicador da tibieza da indústria brasileira e – por que não? – do próprio Mercosul. Gradativamente, a China, sempre a China, e a Tailândia estão deslocando o Brasil no fornecimento de autopeças para a Argentina. No primeiro semestre, as exportações brasileiras de componentes automotivos ao país vizinho caíram 24,1%, de US$ 1,68 bilhão para US$ 1,27 bilhão. A participação do Brasil nas importações totais das montadoras argentinas caiu para 28%, abaixo da faixa histórica de 30% a 40%. Na direção oposta, o dueto asiático assumiu a dianteira. China e Tailândia passaram a responder, juntas, por quase 32% das importações argentinas de autopeças. No caso da China, trata-se de uma ofensiva que afeta as duas pistas do comércio bilateral entre as duas maiores economias da América do Sul. Enquanto o Brasil perde espaço na Argentina, ocorre movimento semelhante do lado de cá da fronteira. As vendas argentinas de autopeças para o Brasil recuaram no primeiro semestre, ao passo que as importações brasileiras de componentes chineses cresceram 25%.

O avanço asiático coloca sob pressão o que durante décadas funcionou como um mercado praticamente cativo do Brasil. A indústria automobilística argentina é profundamente integrada à brasileira. Montadoras instaladas dos dois lados da fronteira dividem plataformas, fornecedores e componentes, amparadas por um regime automotivo bilateral que permite tarifa zero no comércio entre os dois países. O que não tem sido suficiente para sustentar a posição do Brasil. No ano passado, as exportações de autopeças para a Argentina somaram US$ 3,23 bilhões, queda de 9% em relação a 2024. Neste ano, no entanto, a julgar pelo primeiro semestre, a marcha a ré será mais longa. Entre janeiro e junho, as vendas de componentes para o lado de lá da fronteira já recuaram 24,1% na comparação com igual período no ano passado.

#China

Indústria

Graças a Trump, Paraguai pode ganhar fábricas brasileiras e retribuir com contrabando

29/07/2026
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O Paraguai está agradecendo a Donald Trump pelo tarifaço contra o Brasil. Com a elevação no custo das exportações aos Estados Unidos, começaram as consultas e avaliações dos projetos de engenharia para triangulação de vendas externas e transferência de fábricas inteiras para o país vizinho. A premissa é que, mesmo que as tarifas venham a ser reduzidas, não voltarão ao mesmo lugar de antes. O produto brasileiro ficará menos competitivo no exterior. O Paraguai além de ter tarifas de somente 10% – até porque não há muito o que tarifar – mantém um regime fiscal convidativo. Fábricas de produtos químicos e farmacêuticos, assim como de motores e equipamentos, poderão ser transferidas no modelo turn key. São empregos e tributos escorrendo para o país vizinho. Chega a ser engraçado pensar que a longa tradição de contrabando do Paraguai possa ser “abrasileirada”. Ou seja, que fábricas brasileiras, implantadas em território paraguaio, estabeleçam um comércio ilegal para o lado de cá da fronteira aproveitando as vantagens comparativas criadas pelo tarifaço de Trump e Marco Rubio.

Indústria

Estados brasileiros travam disputa por fábrica de carregadores de veículos

22/09/2025
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A chinesa Teld Eco Charger, uma das maiores fabricantes de estações de recarga de veículos elétricos do mundo, deflagrou uma batalha federativa no Brasil. São Paulo, Bahia e Goiás disputam a prerrogativa de sediar a primeira unidade de produção da empresa fora da China. Goiás saiu na dianteira. Em abril deste ano, representantes do governador Ronaldo Caiado visitaram a sede da Teld Eco Charger, na cidade de Qingdao. Desde então, há tratativas para a instalação da fábrica na cidade de Anápolis. Ocorre que os governos de Tarcísio de Freitas e de Jerônimo Rodrigues entraram em cena energizados, ambos com argumentos para atrair os chineses. São Paulo concentra mais de um terço dos carros elétricos do país. Não por acaso a própria Teld Eco Charger já instalou na capital paulista quatro hubs de recarga e, muito em breve, deve estender a estrutura para o interior do estado. A Bahia, por sua vez, conta com um aliado de peso: a presença de BYD, que inaugurou recentemente em Camaçari sua fábrica de veículos elétricos. Ao se fixar em solo baiano, a Teld Eco Charger teria facilidades na montagem de equipamentos e ganhos logísticos na distribuição da sua produção. Independentemente do local onde erguerá sua fábrica, a empresa chega disposta a replicar no mercado brasileiro a hegemonia que tem na China, onde responde por mais de 40% dos equipamentos de carregamento de veículos elétricos.

#indústria

Indústria

Chinesa Lansu tem planos de produzir máquinas agrícolas no Brasil

29/08/2025
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A chinesa Lansu Agricultural Machinery Group estuda instalar uma fábrica de máquinas agrícolas no Brasil. A informação que corre no setor é que a companhia tem mantido conversas com governos da Bahia e do Rio Grande do Norte, candidatos a receber o empreendimento. O foco da Lansu é o segmento de agricultura familiar, no qual ainda há um índice razoavelmente reduzido de mecanização. Fundada em meados da década de 1990, a companhia conta hoje com três unidades fabris na China. Seu portfólio inclui tratores compactos, pulverizadores, mini-arados e uma linha variada de implementos agrícolas, já exportados para dezenas de países na Ásia, África, Oriente Médio, Oceania e América do Sul. A entrada no mercado brasileiro teria efeito estratégico, reduzindo custos logísticos e tarifas de importação, além de permitir a adaptação de máquinas às especificidades de solo e clima locais. Analistas avaliam que a operação de uma planta da Lansu poderia ampliar o acesso de pequenos agricultores a equipamentos de mecanização de baixo custo, ajudando a superar gargalos históricos da produção de base familiar.

#Lansu

Indústria

Mais uma montadora chinesa está a caminho do Brasil

30/05/2025
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O nome da montadora FAW povoou algumas das conversas entre autoridades brasileiras e chinesas na recente visita de Lula a Pequim. Mais do que palavras, representantes da companhia colocaram sobre a mesa o primeiro esboço de um plano de investimentos no Brasil, inclusive com marcos temporais bem definidos. A linha de chegada é o ano de 2028, quando a montadora chinesa construiria uma fábrica no país. Antes, no entanto, em 2026, a FAW pretende iniciar a venda de seus primeiros modelos no mercado brasileiro, importados da China. A empresa chegaria ao país com um modelo de carro elétrico e um veículo híbrido. A FAW foi fundada no raiar da Revolução Chinesa de Mao Tsé-Tung, mais precisamente no ano de 1953, o que lhe vale o título de fabricante de veículos mais antiga da nação asiática. Com diversas marca sob o seu guarda-chuva, faturou no ano passado cerca de US$ 76 bilhões.

#China #Montadora

Indústria

Goiás deve abrigar polo de produção de equipamentos para veículos elétricos

28/04/2025
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O governador Ronaldo Caiado e seus assessores trabalham no projeto de criação de um hub de produção de equipamentos para carros elétricos em Goiás. À boca miúda, autoridades falam em investimentos superiores a R$ 2 bilhões. O ponto de partida seria a chegada ao estado da chinesa Teld Eco Charger, responsável pela produção de 40% dos carregadores automotivos fabricados no país asiático. Para atrair empresas estrangeiras, notadamente da própria China, o governo Caiado prepara um pacote de incentivos fiscais. Nada muito diferente da fórmula que, nos últimos anos, fisgou montadoras a se instalarem em Goiás.

#Carro elétrico

Indústria

O “imperador” Skaf pavimenta seu caminho ao comando da Fiesp

25/03/2025
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O processo sucessório da Fiesp tem tudo para ser um samba de uma nota só. Uma nota velha, ressalte-se. A tendência é que apenas o ex-presidente Paulo Skaf registre chapa para a sucessão de Josué Gomes da Silva – as inscrições terminam em 7 de abril. Skaf não faz por menos. Diz a quem quiser ouvir que já tem o apoio de mais de 90% do colégio eleitoral, ou seja, dos sindicatos patronais reunidos sob a égide da Fiesp. A se confirmar, Skaf, o industrial sem indústria, voltará ao comando da entidade quase que por aclamação, como sempre almejou. E o governo Lula passará a ter um opositor a falar pelo empresariado paulista.

#Fiesp

Indústria

Produtores de tabaco exigem um “bolsa enchente” da BAT e cia

7/02/2025
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A negociação dos preços do tabaco para 2025 promete ser ainda mais fumegante do que o habitual. Segundo o RR apurou, a BAT, quem manda realmente no setor, e a Philip Morris, uma espécie de backing vocal dos britânicos, aceitam pagar um reajuste de 10,5% para as principais variedades de fumo. No entanto, os produtores estão exigindo ao menos o dobro. O atual ciclo de negociação carrega uma peculiaridade que aumenta a tensão entre as partes: as graves enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Além da recomposição pela defasagem de gastos realizados em safras anteriores, os agricultores gaúchos querem embutir no preço uma espécie de ressarcimento pelas duras perdas sofridas no ano passado. O estado responde por mais de 40% da produção nacional de fumo. Procuradas, BAT e Philip Morris não se pronunciaram

#BAT #Philip Morris

Indústria

Carro elétrico? Só dá China no mercado brasileiro

2/01/2025
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Número que circula, intramuros, entre executivos da BYD: a participação das montadoras chinesas nas importações brasileiras de veículos elétricos fechou 2004 acima dos 90%. Há dois anos, esse índice não passava dos 25%. Basicamente esse latifúndio é dividido pela própria BYD e pela Great Wall Motors (GWM). Não por coincidência são as duas empresas que estão instalando fábricas de carros eletrificados no país. Os primeiros modelos made in Brazil devem começar a ser comercializados até março. À boca miúda, os rivais alegam que essa hegemonia se deve a uma estratégia comercial agressiva, com preços no limite do dumping, potencializados pelos benefícios para a importação de automóveis eletrificados – incentivos estes que serão gradativamente retirados até 2026.

#BYD #China

Indústria

Estaleiros se cansam de esperar por um dia que nunca chega

13/11/2024
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A julgar pelas movimentações em curso, os próprios players da indústria naval não levam a menor fé que o governo Lula conseguirá tirar do papel as promessas de estímulo à retomada de grandes encomendas – navios, plataformas, entre outros – no Brasil. No mercado, a informação é que a Queiroz Galvão estuda vender a área onde está instalado o estaleiro QGI, em Rio Grande (RS). Trata-se praticamente de uma instalação fantasma. As atividades estão paralisadas, e o terreno, abandonado – em parte dele, é possível ver cavalos pastando.
A Queiroz Galvão se juntaria, assim, à Novonor (antiga Odebrecht), que anunciou, no mês passado, a intenção de vender todos os ativos do Enseada, estaleiro do grupo localizado na Bahia.
Encomendas a indústria naval brasileira tem. A questão é o calibre dos pedidos.
Todos os estaleiros montados nos dois primeiros mandatos de Lula, com estímulos do próprio governo, foram pensados para receber encomendas de grande porte. Esses pedidos não existem – e talvez nunca voltem a existir, ao menos não na proporção idealizada. O que há, sim, é espaço para o crescimento da indústria naval para projetos de menor envergadura, a reboque, sobretudo, de encomendas da Petrobras. Outra possibilidade que se apresenta no horizonte é a construção de estruturas para abrigar eólicas offshore.

#Petrobras #Queiroz Galvão

Indústria

Há muito monóxido de carbono nos investimentos soprados pelas montadoras

28/10/2024
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Talvez seja o caso de se criar uma “taxa real” para quantificar com precisão os investimentos da indústria automobilística no Brasil. Sobram artificialismos e falta transparência nas cifras anunciadas, com estardalhaço, pelas montadoras. Para todos os efeitos, o total de aportes previsto para o ciclo 2021-2032 gira em torno de R$ 116 bilhões. Essa, no entanto, é a “taxa nominal”. O que a indústria automobilística omite é que uma parte expressiva desse valor retorna ao caixa das empresas mediante incentivos fiscais. O montante não leva em consideração, por exemplo, os R$ 19,3 bilhões que as montadoras receberão em créditos financeiros entre 2024 e 2028, no âmbito do Programa Mover. Tampouco contabiliza os incentivos fiscais que certamente serão embolsados entre 2029 e 2032 – em um mero exercício matemático, mantida a média do Mover de 2024 a 2028 (R$ 3,86 bilhões/ano), esse valor seria da ordem de R$ 15,4 bilhões. E muito menos inclui o total de R$ 5,1 bilhões em benefícios tributários amealhados pelo setor entre 2021 e 2023, quando ainda vigorava o Rota 2030, programa que antecedeu o Mover. Ou seja: em uma conta simples, sem qualquer cálculo de deflação, no intervalo entre 2021 e 2032, a indústria automotiva deverá ser agraciada com R$ 39,8 bilhões em incentivos. Ou seja: mais de um terço dos R$ 116 bilhões em investimentos propalados pelo setor para o mesmo período sairá dos cofres públicos, por meio de renúncia fiscal. E a conta, ressalte-se, contempla apenas recursos do governo federal. Se computados estímulos concedidos por estados e municípios, o estoque de agrados é muito maior.
Tudo levar a crer que a curva de incentivos ao setor terá uma trajetória ascendente nos próximos anos. A crescente sofisticação tecnológica da indústria automotiva, na esteira da produção de veículos eletrificados, exigirá um volume maior de investimentos por parte das montadoras, o que, no Brasil, é quase que obrigatoriamente sinônimo de renúncia fiscal. Desde o segundo governo Vargas, ainda nos primórdios dos primórdios da indústria automotiva, as montadoras são abastecidas com recursos públicos. A última grande fornada de benefícios tributários, entre 2000 e 2021, somou R$ 69 bilhões. É um dinheiro que as empresas celebram, quando anunciado, mas escondem no porta-malas sempre que vêm a público propagandear seus projetos de expansão. A ausência de disclosure das montadoras vai além. Não se tem qualquer clareza do volume de investimentos que, uma vez anunciados, são efetivamente executados. Pode ser 100%. Mas também pode ser 80%, 50%, 40%. Vai saber…
Há outros pontos sensíveis, a começar pela ausência de métricas quer permitam calcular o retorno econômico e social dos incentivos concedidos à indústria automotiva. O governo é um credor camarada, que dá dinheiro sem grandes exigências vinculadas. Por exemplo, não há associação direta entre os estímulos fiscais e o ritmo do nível de emprego na indústria automotiva. Em outubro de 2013, o setor atingiu o pico de postos de trabalho neste século – 137 mil empregados. Hoje, esse número é de 106 mil. É bem verdade que, desde janeiro, quando do início do programa Mover, as montadoras criaram oito mil vagas. Mas a história mostra que esse é um número com alta dose de volatilidade. Ao mínimo sinal de freada na economia, as empresas do setor logo começam a deixar desempregados no acostamento. Ainda que os incentivos fiscais nunca parem de entrar no seu tanque de combustível.

#Indústria Automobilística #taxa

Indústria

Crise da Coteminas alimenta uma metralhadora de intrigas na Fiesp

7/10/2024
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Os adversários de Josué Gomes da Silva na Fiesp – e não são poucos – têm deitado e rolado na grave crise da Coteminas, em recuperação judicial, com dívidas de R$ 2 bilhões. Há quem diga que, além da relação de proximidade histórica com o presidente Lula, Josué tem sido omisso na defesa dos interesses da indústria e, sobretudo, nas cobranças ao governo por temer que isso possa atrapalhar uma eventual ajuda à empresa com recursos públicos.

O Banco do Brasil, por sinal, é um dos maiores credores da companhia, com mais de R$ 400 milhões a receber. Na linha de montagem de intrigas do Edifício Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, na Avenida Paulista, os opositores de Josué costumam classificar como “vergonha” a entidade ter à frente um empresário que não consegue sequer pagar a conta de luz – uma referência maldosa ao recente corte no fornecimento de energia para uma fábrica da Coteminas na Paraíba por falta de pagamento. Talvez – e tragicamente – seja justamente o contrário: a indústria brasileira, que só no ano passado registrou 311 pedidos de recuperação judicial, tem em Josué e no grupo controlado por sua família uma triste, mas fiel representação.

#Coteminas #Fiesp

Indústria

Depois da celulose, Mato Grosso do Sul vai atrás das fabricantes de papel

1/08/2024
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Nos últimos anos, o Mato Grosso do Sul atraiu gigantes da indústria de celulose, como Suzano, Arauco e Eldorado. Agora, o governo do estado quer dar um passo adiante na cadeia de produção do setor. Assessores do governador Eduardo Riedel trabalham na montagem de um pacote de medidas para estimular a instalação de fábricas de papel, notadamente nos segmentos de tissue e embalagens. Segundo o RR apurou, já há conversas preliminares com uma grande multinacional do setor.

Indústria

Os carros elétricos da Tata Motors vão estacionar no Brasil?

28/06/2024
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Informação que corre a cem por hora entre executivos da indústria automotiva: a gigante indiana Tata Motors teria planos de produzir carros elétricos no Brasil. A companhia é conhecida por fabricar modelos populares. No início deste ano, lançou um SUV movido à energia elétrica comercializado na Índia ao preço equivalente a R$ 65 mil. Em maio, vale lembrar, Natarajan Chandrasekaran, presidente do conselho da Tata Sons -holding de investimentos do conglomerado – visitou o Brasil e se reuniu com o presidente Lula e o ministro Fernando Haddad. Em 2011, o setor automotivo também conviveu com a expectativa da Tata Motors desembarcar no Brasil. O empresário Sergio Habib, que trouxe a JAC Motors para o país, também negociou com os indianos para representar a marca no mercado brasileiro. Ao que tudo indica, no entanto, era um desejo mais de Habib do que da Tata.

#Carros elétricos #Indústria Automobilística #Tata Motors

Indústria

Shein serve de munição para os adversários de Josué Gomes na Fiesp

25/06/2024
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O pedido de licença da presidência da Fiesp não arrefeceu os ânimos dos opositores de Josué Gomes da Silva. A proximidade do empresário com a chinesa Shein, uma das maiores credoras da Coteminas, tem sido instrumentalizada por seus adversários dentro da entidade. “De que lado ele está?”, é a pergunta que tem sido repetida por línguas ferinas. Trata-se de um questionamento provocativo à imparcialidade de Josué para liderar a mobilização da indústria paulista por uma assimetria tributária entre as plataformas internacionais de e-commerce e o varejo nacional. Para todos os efeitos, o empresário se afastou da presidência da Fiesp para se dedicar à recuperação judicial da Coteminas. No entanto, seus oponentes dizem que Josué saiu de cena justamente em meio da batalha pelo fim da isenção de impostas às compras internacionais de até US$ 50. O assunto interessa diretamente à Shein, que tem sido, digamos assim, uma mão amiga da Coteminas. Os chineses já emprestaram à companhia R$ 100 milhões, um acordo que virou munição para os detratores de Josué na Fiesp. Os Paulo Skaff da vida estão sempre à espreita.

#Fiesp #Josué Gomes #Shein

Indústria

Fabricantes de cigarros tentam minimizar as perdas na fumicultura gaúcha

17/06/2024
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Os principais fabricantes de cigarro do país, BAT, Philip Morris e Japan Tabacco International (JTI) estão se mobilizando para ajudar os agricultores do Rio Grande do Sul, maior produtor de tabaco do Brasil. As ações discutidas vão de apoio financeiro à doação de mudas e insumos, como defensivos agrícolas. É, sim, responsabilidade corporativa, mas como uma dosagem razoável de pragmatismo. As enchentes já atingiram mais de duas mil propriedades agrícolas com cultivo de tabaco. Mas esse número tende a aumentar, uma vez que muitas áreas atingidas pelas chuvas ainda não foram contabilizadas. A preocupação dos fabricantes de cigarro é evitar que um contingente desses produtores acabem migrando para outras culturas, com maior impacto sobre as próximas safras.  O Rio Grande do Sul responde por cerca de 40% da produção nacional de fumo.

#Japan Tabacco #Tabaco

Indústria

Alckmin está no meio do fogo cruzado entre Zona Franca e Abiquim

14/03/2024
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A Suframa analisa uma dezena de projetos envolvendo a produção de resinas termoplásticas na Zona Franca. Os pedidos de aprovação vêm, notadamente, de fabricantes de eletroeletrônicos e de motos instalados no polo industrial. Em circunstâncias normais de temperatura e pressão, a avaliação dos processos passaria quase em branco. No entanto, o assunto ganha relevância após os recentes disparos desferidos pela Abiquim, que apontou a Zona Franca de Manaus como um ponto de entrada ilegal de resinas plásticas no país. André Passos, presidente da entidade, teria, inclusive, levado as denúncias diretamente ao ministro Fernando Haddad. Em resposta, empresas da Zona Franca discutem acionar a entidade na Justiça. A ofensiva da Abiquim provocou um duplo constrangimento. Além de colocar sob suspeição as empresas do polo industrial de Manaus, a ida a Haddad foi um by pass no vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. A Suframa está vinculada a sua Pasta, e Alckmin comanda o Conselho.

#Abiquim #Geraldo Alckmin #Zona Franca

Indústria

Paracel paga alto por ativos florestais no Centro-Oeste brasileiro

11/03/2024
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A Paracel está inflacionando o valor das plantações de eucalipto no Mato Grosso do Sul. A empresa vem comprando ativos florestais do lado de cá da fronteira para garantir o abastecimento da megafábrica de celulose que vai construir em Concepción, no Paraguai. A meta é garantir 60% do suprimento a partir de madeira própria. A capacidade estimada da fábrica é de 1,8 milhão de toneladas por ano, um investimento de US$ 4 bilhões que será tocado  por uma torre de babel societária. A Paracel é controlada pelo grupo Heinzel, da Áustria, a Girindus, da Suécia, e a “local” Zapag, sediada no Paraguai.

#Paracel

Indústria

Produção de cigarros bate recorde no Brasil

26/02/2024
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De primeira: mesmo com o contrabando, a produção de cigarros no Brasil bateu recorde no ano passado. Segundo dados contabilizados pela Receita Federal, foram fabricados no país mais de 4,5 bilhões de maços em 2023, pouco acima de 10% a mais do que no ano anterior. Outro indicador importante: pela primeira vez, a indústria passou da produção de 400 milhões de maços em cinco meses do ano: março (402,5 milhões), maio (404,3 milhões), junho (407,2 milhões), agosto (417,3 milhões) e novembro (409,2 milhões).

#Tabaco

Indústria

Bons ventos: chineses pretendem produzir turbinas no Brasil

30/01/2024
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O RR apurou que a chinesa Samy planeja instalar uma fábrica de turbinas para geradoras eólicas no Brasil. A empresa abriu uma representação comercial no país há cerca de dois anos. Trata-se do braço para a área de energia da Sany Heavy Industry, maior fabricante de máquinas e equipamentos para construção pesada da China. No ano passado, a companhia vendeu mais de US$ 15 bilhões em turbinas para a área de geração em todo o mundo. O simples fato da Sany estudar a construção de uma fábrica no Brasil já é um alento diante da recente revoada de companhias do setor. A GE encerrou a produção de turbinas eólicas no país em 2022. Em março de 2023, foi a vez da Siemens Gamesa interromper “momentaneamente” a fábrica de Camaçari (BA). O “momentaneamente” já leva quase um ano.

#Energia Eólica #Sany Heavy Industry

Indústria

Denúncia de contrabando agita negociação de preços do tabaco

25/01/2024
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A gigante BAT (British American Tobacco) e outras cinco fabricantes de cigarros vão retomar hoje as negociações com representantes dos fumicultores para tratar da compra da safra de 2023-24. Até o momento, as conversações estão esfumaçadas. Por ora, apenas a Japan Tobacco International (JIT), dona das marcas Camel e Winston, fechou acordo com os produtores – conforme o RR antecipou (https://legado.relatorioreservado.com.br/noticias/japan-tabaco-corre-para-reduzir-a-enorme-distancia-em-relacao-a-bat/). As tratativas serão reiniciadas com um fato novo, que, de alguma forma, mexe com a cadeia de venda do produto no Brasil. Na semana passada, os fumicultores brasileiros apresentaram denúncia à Receita Federal de que produtores argentinos, notadamente da região de Misiones, estão contrabandeando tabaco para o Brasil. De acordo com a acusação levada ao Fisco, o fumo trazido ilegalmente da Argentina está sendo vendido no lado de cá da fronteira em torno dos R$ 18 o quilo. Abaixo, portanto, dos preços no mercado brasileiro – para efeito de comparação, em seu acordo, a Japan Tobacco está pagando R$ 22,46 pelo quilo do tabaco tipo Virginia e R$ 20,01 pelo Burley. A BAT e outros produtores de cigarros de maior porte, como não poderia deixar de ser, passam longe do mercado ilegal. Mas fabricantes menores, de atuação regional, têm comprado tabaco contrabandeado da Argentina, causando prejuízo aos produtores brasileiros.

#British American Tobacco #Tabaco

Indústria

Mais um grupo chinês pretende produzir ônibus elétricos no Brasil 

19/01/2024
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O RR apurou que executivos da chinesa Yutong têm mantido conversações com os governos de Ronaldo Caiado, em Goiás, e de Jerônimo Rodrigues, na Bahia. Em jogo, a instalação da primeira fábrica de ônibus elétricos do conglomerado asiático no Brasil. A informação é que a Bahia está alguns quilômetros à frente nessa disputa federativa. O governo do estado já colocou sobre a mesa um pacote de incentivos tributários para atrair o empreendimento. São conversas mantidas desde abril do ano passado, quando o próprio Rodrigues visitou a fábrica da Yutong na cidade de Zhengzhou. O estado, ressalte-se, já recebe investimentos de outro grande fabricante chinês de veículos elétricos, a BYD, que comprou o antigo complexo industrial da Ford em Camaçari. A Yutong tem conduzido um projeto de expansão da sua operação internacional. Os resultados mais expressivos vêm da Europa: no ano passado, a empresa aumentou suas vendas de ônibus elétricos no Velho Continente em 58%.

#Bahia #Goiás #Ônibus elétricos #Yutong

Indústria

Gigante chinês vai produzir máquinas elétricas no Brasil

20/12/2023
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A chinesa XCMG, um peso-pesado da indústria metal mecânica mundial, vai produzir colheitadeiras e tratores elétricos no Brasil. É um passo a mais no processo de “eletrificação” do seu portfólio no país. Em junho, a companhia lançou o E7-49T, seu primeiro caminhão movido a eletricidade no mercado brasileiro. Entre os chineses, o apetite é tão grande que já se na produção de outros modelos de veículos pesados elétricos no país. Em paralelo, a XCMG tem trabalhado para ampliar sua rede de revenda.

#XCMG

Indústria

XCMG amplia produção de máquinas no Brasil

4/12/2023
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A XCMG, gigante chinês da indústria pesada, vai ampliar a sua fábrica de máquinas, guindastes e escavadeiras em Pouso Alegre (MG). O grupo, segundo o RR apurou, pretende ampliar o número de modelos produzidos no complexo, inclusive com a fabricação de equipamentos elétricos. O alvo prioritário é o setor de mineração. Recentemente, a XCMG firmou uma aliança estratégica com a Movag, subsidiária da Andrade Gutierrez que presta serviços para mineradoras.

#Andrade Gutierrez #Mineração #Movag #XCMG

Destaque

Aço brasileiro derrete entre cortes de produção, férias coletivas e riscos de demissão

27/11/2023
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O fim de ano da indústria siderúrgica nacional promete ser de sangue, suor e lágrimas. Segundo o RR apurou, CSN e Gerdau planejam suspender parte da sua produção e conceder férias coletivas aos funcionários. No caso da empresa de Benjamin Steinbruch, a medida atingiria a unidade central, em Volta Redonda.

Já a Gerdau deverá paralisar as atividades nas usinas de Pindamonhangaba e Mogi das Cruzes, em São Paulo. Procuradas pelo RR, as duas companhias não se pronunciaram. A se confirmar a decisão, CSN e Gerdau vão se juntar à ArcelorMittal, que já anunciou cortes na produção da usina de Resende (RJ) e concedeu férias coletivas para 87 trabalhadores da unidade.

Ao que tudo indica, são apenas ações paliativas, o prenúncio de decisões mais radicais. A indústria siderúrgica já trabalha com o cenário de demissões em massa no início de 2024. Em conversas reservadas, empresários do setor calculam o fechamento de até três mil postos de trabalho. Seria uma consequência, sobretudo, do excesso de oferta de aço importado no país.

Entre janeiro e setembro, as importações de aço cresceram 57,9% na comparação com igual período em 2022. A estimativa é que neste ano entrarão no Brasil mais de cinco milhões de toneladas do produto, a maioria proveniente da China. Em contato com o RR, perguntado sobre as iminentes demissões no setor, o Instituto Aço Brasil confirma que “Caso continue entrando aço importado de forma indiscriminada e em volumes crescentes, não há dúvida de que as consequências serão o aumento da paralisação de plantas, aumento do desemprego, o risco do desabastecimento de aço e o desarranjo das cadeias produtivas.”

As grandes siderúrgicas do país têm usado essa macabra estimativa – a essa altura, de forma até conveniente – como instrumento de pressão junto ao governo, notadamente ao vice-presidente e ministro da Indústria e Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, principal interlocutor do setor em Brasília. As empresas cobram, não é de hoje, o aumento das alíquotas das importações de aço, mais precisamente de origem chinesa. Na conversa com o RR, o Instituto Aço Brasil informou que se reuniu nos últimos meses com Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad “para transmitir a situação vivida pelo setor”. A entidade diz acreditar que “o governo será sensível ao pleito”.

A questão é saber para onde pende a sensibilidade da gestão Lula neste momento: para a indústria siderúrgica, com seus 2,8 milhões de empregos diretos e indiretos, ou para a China, maior parceiro comercial do Brasil. Não é uma escolha simples. Qualquer novo aperto no parafuso das taxas de importação poderá ser respondido com uma martelada comercial de Pequim. E não seria um aperto qualquer. As siderúrgicas reivindicam ao governo uma elevação das alíquotas para próximo dos 25%, em linha com os índices aplicados por Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e México. Ou seja: seria mais do que duplicar o muro contra o aço chinês. Atualmente, a taxa média de importação de produtos siderúrgicos é de 9,6%.

Entre janeiro e setembro, as importações de aço cresceram 57,9% na comparação com igual período em 2022. A estimativa é que neste ano entrarão no Brasil mais de cinco milhões de toneladas, a maioria proveniente da China. O aço externo atende a quase 20% da demanda doméstica. Como consequência, entre janeiro e setembro a indústria nacional registrou uma queda de produção de 8,4% em relação aos nove primeiros meses de 2022.

LEIA AINDA HOJE: A LANTERNINHA DA DÉCADA NA SIDERURGIA NACIONAL

#Benjamin Steinbruch #CSN #Fernando Haddad #Geraldo Alckmin #Gerdau #Ministério da Indústria

Indústria

Grupo chinês busca contrapartidas tributárias para produzir motores no Brasil

26/10/2023
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A chinesa Weichai Group tem planos de instalar uma fábrica de motores no Brasil. O momento é de tatear a disposição de governos estaduais em conceder benefícios tributários para o projeto. Representantes da companhia já conversaram com autoridades de Goiás e Mato Grosso. A Weichai é uma das grandes fabricantes de motores para automóveis e máquinas agrícolas da China. Por trás da empresa está um conglomerado industrial com mais de 80 subsidiárias em todo o mundo e faturamento anual superior a US$ 45 bilhões.

#Weichai Group

Indústria

Gigante chinês estuda produzir máquinas agrícolas em Goiás

17/10/2023
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A Xinjiang Boshiran Intelligent Agricultural Machinery, maior produtora de colheitadeiras de algodão da China, tem mantido conversações com assessores do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Em pauta, a instalação de uma fábrica no estado, que atenderia não apenas ao Brasil, mas também ao Peru e à Argentina. No ano passado, a Xinjiang Boshiran asiática fez uma temporada de testes com suas máquinas em lavouras de algodão no Mato Grosso. Na ocasião, a companhia também chegou a conversar com autoridades locais sobre a possibilidade de produzir no estado. No entanto, as conversas não avançaram.

#China #Goiás #Ronaldo Caiado #Xinjiang Boshiran

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