Quero-Quero – Relatório Reservado

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Varejo

Quero-Quero recorre a cortes para enfrentar prejuízo crescente

24/07/2026
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A Lojas Quero-Quero, uma das maiores varejistas de material de construção do Brasil, passa por uma dolorosa, porém necessária reforma. No primeiro trimestre, fechou 14 lojas no Rio Grande do Sul, o que resultou em mais de cem demissões. As obras não devem parar por aí. Segundo informações filtradas pelo RR, a empresa fará novos cortes ao longo do segundo semestre, que deverão contemplar não apenas o encerramento de pontos de venda, mas também a estrutura administrativa. O ciclo contracionista reflete a pressão do balanço. Embora a receita líquida consolidada tenha crescido 3,7% no primeiro trimestre, para R$ 696,4 milhões, o avanço foi sustentado basicamente pelos serviços financeiros. A venda de mercadorias, núcleo da rede varejista, recuou 1,2%, para R$ 438,7 milhões. As vendas nas mesmas lojas caíram 2,5%, depois de terem aumentado 12,5% um ano antes. A última linha foi tingida em um tom de vermelho ainda mais forte. Entre janeiro e março, a Quero-Quero teve prejuízo de R$ 61 milhões, contra R$ 31 milhões em perdas no mesmo período no ano passado.

No primeiro trimestre, no mesmo período em que fechou 14 lojas, a Quero-Quero promoveu apenas duas inaugurações. O saldo negativo deve se repetir e até crescer nos próximos meses, segundo informações que circulam no mercado. Consultada sobre a possibilidade de novos cortes, a Quero-Quero informou ao RR que “não comenta especulações ou eventuais medidas que não tenham sido divulgadas ao mercado”. A empresa reafirma que mantém “a estratégia anunciada anteriormente, incluindo a projeção de abertura de até 10 novas lojas em 2026”. Segundo a companhia, “o encerramento de 14 unidades no início de 2026 foi um movimento pontual e sazonal de gestão do portfólio de lojas. Historicamente, os fechamentos se concentram nos primeiros meses do ano, conforme evidenciado nos releases de resultados da Companhia. As unidades encerradas representam 2,4% da rede, e a Quero-Quero segue operando 574 lojas em quase 500 cidades dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo”.

Por anos, a Quero-Quero foi um dos principais investimentos da norte-americana Advent no Brasil. Desde 2020, tem seu capital pulverizado em bolsa – Alaska Investimentos e Wishbone Management são os dos principais acionistas, com 39% no total. A empresa sofre os efeitos dos juros elevados sobre o consumo e, por extensão, sobre a venda de material de construção. Entre janeiro e junho, o faturamento do setor caiu 1% em relação ao mesmo intervalo em 2025. Na comparação do acumulado em 12 meses, a retração chega a 2,1%.

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Quero-Quero negocia com bancos para reduzir pressão da dívida de curto prazo

30/06/2023
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A direção da Quero-Quero, maior rede de material de construção do Brasil, está empenhada em reduzir a dívida de curto prazo. O RR apurou que já há conversas em curso com bancos para o alongamento do passivo. Em termos absolutos, o endividamento líquido da companhia até caiu: de R$ 266 milhões em março de 2022 para R$ 180 milhões em março deste ano. Ocorre que a redução dos resultados serviu como uma gangorra que jogou o nível de alavancagem da empresa para o alto: no mesmo intervalo, a relação dívida líquida/Ebitda subiu de 1,4 para 2,1 vezes.

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