Marabraz – Relatório Reservado

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Destaque

Bancos cobram aporte de capital dos controladores da Marabraz

18/08/2026
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O último fim de semana escancarou a derrocada do varejo brasileiro, com a eclosão de duas crises que estão apenas “começando”. Se, de um lado, o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia chama a atenção pelo tamanho do passivo, R$ 17,3 bilhões; do outro, o caso da Marabraz traz o prenúncio de uma queda de braço com os credores, potencializada pelo histórico de desamor societário da rede varejista. Segundo informações filtradas pelo RR, em tensas conversas mantidas que antecederam o pedido de RJ da empresa paulista, os bancos condicionaram o sinal verde ao plano de recuperação da Marabraz a um aporte de capital dos acionistas. A lista de credores é encabeçada por Caixa Econômica, Intrabank – FIDC Multicred e Banco Industrial do Brasil. Entre as instituições financeiras, a percepção é de que os controladores da rede estão deliberadamente empurrando para o colo dos bancos uma fatura que eles próprios deveriam ter quitado, leia-se os R$ 140 milhões em dívidas. Ou seja: o entendimento é que, com o pedido de recuperação judicial, as famílias acionistas da Marabraz estão terceirizando para os credores o custo de sua disputa societária e dos efeitos que ela produziu sobre a companhia. De certa forma, quem o diz é a própria empresa. No pedido de RJ, protocolado no último sábado, a rede varejista citou os desdobramentos dos conflitos entre seus controladores entre os fatores que contribuíram para a deterioração de suas contas e dificultaram o acesso a novas linhas de crédito. Consultada pelo RR, a Caixa informou que “informações sobre contratos são resguardadas por sigilo bancário e pela legislação aplicável”. Também procurados, Marabraz, Intrabank e Banco Industrial não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

O contencioso em questão envolve diferentes núcleos da família Fares. De um lado estão Nasser e Jamel Fares; de outro, filhos e sobrinhos que receberam, em 2011, participações na LP Administradora de Bens, holding que concentra um patrimônio imobiliário estimado em cerca de R$ 5 bilhões.

Anos depois, Nasser e Jamel tentaram desfazer judicialmente a operação, alegando que a transferência havia sido apenas formal. Os herdeiros contestaram essa versão e, até aqui, permaneceram no comando da holding.

A disputa atingiu diretamente uma engrenagem importante do financiamento da Marabraz. Durante anos, imóveis ligados à família serviram como garantia para empréstimos e linhas de capital de giro. Com a ruptura patrimonial e a perda de acesso a esses ativos por parte dos executivos à frente da varejista, a capacidade de levantar recursos se deteriorou. É justamente esse efeito que agora alimenta a resistência dos bancos. Segundo o RR apurou, os principais credores querem a capitalização como uma contrapartida concreta dos controladores. A Marabraz terá, portanto, de convencer os bancos não apenas de que a operação é viável, mas também de que seus donos estão dispostos a correr risco junto com eles.

Com faturamento anual em torno de R$ 1 bilhão, a Marabraz é um player de razoável peso no varejo paulista, onde está concentrada sua operação. Ainda assim, os sinais de deterioração se acumulam há algum tempo. Em maio do ano passado, o estoque da rede era estimado em apenas R$ 4 milhões, contra cerca de R$ 30 milhões antes da pandemia, uma redução próxima de 87%. Fornecedores passaram a recusar novos pedidos da companhia.

Em tempo: o último fim de semana foi tenebroso para o varejo e escancarou a dimensão da crise que assola o setor. No domingo, um dia após a Marabraz protocolar seu pedido de RJ, foi a vez da Casas Bahia recorrer à Justiça para reorganizar um passivo imensamente maior, de R$ 17,3 bilhões. Somados, os dois pedidos alcançam aproximadamente R$ 17,4 bilhões. A eles pode-se acrescentar o Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, que também está em recuperação judicial, com dívidas da ordem de R$ 1,1 bilhão. Em poucos meses, três nomes tradicionais do varejo chegaram à Justiça carregando, juntos, passivos próximos de R$ 18,5 bilhões. Quem será o próximo?

#Marabraz

Empresa

Marabraz ainda busca um lugar para a marca Mappin

18/09/2024
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A Lojas Marabraz estuda lançar uma linha premium de móveis e artigos de decoração com a marca Mappin, arrematada em leilão em 2010. Em conversa com o RR, a empresa confirma informação, afirmando que “os novos projetos estão em análise”. É mais uma tentativa de rentabilizar o brand da mítica loja de departamentos paulista, que foi à falência em 1999 nas mãos do empresário Ricardo Mansur.

Em 2019, a Marabraz lançou um site de e-commerce com a marca Mappin. A operação, no entanto, ainda não deu o retorno esperado. No ano passado, a Marabraz reformulou a plataforma, para transformá-la em um marketplace. A empresa disse ao RR que ainda está “avaliando o desempenho da plataforma após os ajustes realizados para melhoria da experiência do usuário no site, gestão de campanhas digitais, SEO e suporte técnico. A expectativa é alcançar uma boa performance em breve.”

#Mappin #Marabraz #Ricardo Mansur

Tudo a seu tempo

18/11/2021
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A Marabraz, dona da bandeira Mappin, segue firme com os planos de abrir lojas físicas da tradicional marca. Mas só lá para o segundo semestre de 2022. Se a economia deixar.

#Marabraz

Ponto final

11/06/2021
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Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Petros e Marabraz.

#Marabraz #Petros

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