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Abalo sísmico no Conselho da Vale estremece influência de Lírio Parisotto
29/07/2026- [addtoany]
As mudanças no Conselho de Administração da Vale representaram uma derrota para Lírio Parisotto, um dos mais notórios investidores ativistas do mercado de capitais brasileiro. O episódio pode ser interpretado como um esvaziamento do seu poder de influência na governança da mineradora. Parisotto não conseguiu preservar Daniel Stieler na presidência do colegiado nem conduzir Marcelo Gasparino, seu aliado histórico, ao comando do órgão. O desfecho foi ainda mais desfavorável com a turbulenta renúncia de Gasparino ao board, após ser acusado de vazamento de informações confidenciais. No último dia 30 de junho, a Geração L. Par Fundo de Investimento em Ações, veículo pelo qual Parisotto mantém participação no capital da mineradora, encaminhou formalmente uma carta ao presidente da Vale, Gustavo Pimenta, e ao diretor de RI, Marcelo Bacci, manifestando-se contrariamente à proposta de destituição de Stieler da presidência do Conselho. Na mesma missiva, a gestora defendeu a indicação do então vice-presidente do colegiado, Gasparino, para o comando do board caso o afastamento de Stieler viesse a ser aprovado na Assembleia Geral Extraordinária convocada para 22 de julho. O Plano A e o Plano B de Parisotto saíram pela culatra. Antes mesmo da AGE, mais precisamente no dia 6 de julho, Stieler renunciou ao cargo. Três semanas depois, seria a vez de Gasparino. Esta última saída é o revés maior para Lírio Parisotto. É quase uma derrota pessoal, dada a relação histórica entre ambos. Gasparino é a voz e os olhos de Parisotto no Conselho de boa parte das empresas nas quais ele investe. Além da Vale, a lista inclui corporações como Celesc, Usiminas, Eternit e Eletrobras.