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O que precisa ser dito
Economia da inovação: rumo às fronteiras da bioeconomia azul
11/08/2026- [addtoany]
A concessão do Prêmio Nobel de Economia de 2025 a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt consolidou o entendimento de que o progresso tecnológico não é um fator exógeno — um mero acaso que cai sobre os mercados —, mas o motor central e endógeno do desenvolvimento econômico sustentado. A base teórica desse reconhecimento remonta aos conceitos clássicos de Joseph Schumpeter (1942) sobre a Destruição Criativa (Creative Destruction), processo pelo qual novas tecnologias e métodos de produção destroem incessantemente as estruturas econômicas obsoletas, elevando a produtividade agregada e redefinindo o equilíbrio macroeconômico de longo prazo.
Estudos fundamentais em biotecnologia marinha realizados no final da década de 1990 – por exemplo, (Leia aqui) e (Leia aqui) – estabeleceram os alicerces para o cultivo sustentável do camarão no Brasil. Similarmente, outros ramos da produção aquícola têm desenvolvido sistemas sustentáveis para a aquicultura brasileira. Pesquisas sobre biofilmes e bioflocos em cultivos de camarões demonstraram que seria possível cultivar organismos marinhos em alta densidade, sem antibióticos e sem renovações de água, gerando maior sustentabilidade para a atividade. Na década seguinte, o camarão cultivado no Brasil já ocupava as primeiras posições de importações nos EUA e na Europa. Em 2004, a França, um dos mercados mais exigentes do mundo, respondeu por um terço das importações pela União Europeia.
É proibido o uso de antimicrobianos na carcinocultura desde 2013. O uso de probióticos se tornou um padrão com diversas opções de produtos nacionais e importados (por exemplo, Sanolife, Guabi, Polinutre, Nutreco, Superbac, Imeve, Braspec, Biomart, Prions, Epicin, Aquastar, Bactocell, Ponddextro, Bioplus entre outros) que permitiram manter eficiência e sustentabilidade de cultivos de larvas, pós-larvas e juvenis. A piscicultura segue o mesmo caminho do cultivo de camarões.
Embora ainda possam existir pequenas falhas com pescados originários da pesca no Brasil, provavelmente são problemas pontuais. Nesse contexto, é com certa surpresa que uma matéria recente do RR traz este assunto de volta (Leia aqui). Este tema precisará ser avaliado com muito cuidado.