Biocombustíveis – Relatório Reservado

Tag: Biocombustíveis

Energia

Pequim avança sobre os combustíveis limpos do Brasil

20/07/2026
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Pequim começa a enxergar o Brasil como uma plataforma de produção e exportação de combustíveis de baixo carbono. A estratégia vem se materializando por meio do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), instituição multilateral sobre a qual os chineses detêm inequívoca primazia acionária e política. Segundo informações que correm à boca miúda no setor, o AIIB está garimpando projetos de plantas de combustível sustentável de aviação, o SAF, diesel renovável, etanol de milho e de segunda geração e biogás no Brasil. O apoio poderá se estender à infraestrutura necessária para armazenar, transportar e exportar esses produtos. Os primeiros movimentos da China nessa direção foram os financiamentos do AIIB à FS, fabricante de etanol de milho, e à Acelen Renewables, responsável pela construção de uma biorrefinaria na Bahia. Juntas, as duas operações receberam aprovações de até US$ 170 milhões.

Ao financiar plantas industriais, fornecedores de matérias-primas e corredores logísticos, Pequim ganha posição em uma cadeia energética que tende a se valorizar nas próximas décadas. O Brasil reúne escala agrícola, disponibilidade de biomassa, oferta de eletricidade renovável e capacidade industrial para produzir combustíveis de baixo carbono a preços competitivos. O país poderá abastecer tanto o mercado doméstico quanto economias sujeitas a metas crescentes de descarbonização, sobretudo na Europa e, em perspectiva, na própria Ásia.

Em junho, o AIIB aprovou um empréstimo corporativo de até US$ 70 milhões para financiar parte da quarta unidade industrial da companhia, em Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. A nova fábrica deverá acrescentar aproximadamente 540 milhões de litros por ano à capacidade de produção de etanol da FS. A empresa já opera três unidades em Mato Grosso, com capacidade agregada próxima de 2,5 bilhões de litros anuais. A expansão consolida a companhia entre as maiores produtoras mundiais de etanol de milho. A operação com a Acelen Renewables é ainda mais ambiciosa. O projeto prevê a construção de uma grande biorrefinaria na Bahia para a produção de SAF e diesel renovável, também conhecido como HVO. A planta utilizará a rota tecnológica HEFA, baseada no hidroprocessamento de óleos e gorduras. A capacidade projetada é de 20 mil barris diários de matérias-primas.

Em tempo: as operações também indicam uma mudança na forma de atuação do AIIB no Brasil. Até o momento, a presença do banco no país se deu por meio de acordos ou com o próprio governo federal – vide o empréstimo de US$ 1 bilhão para apoiar o Plano de Transformação Ecológica – ou por intermédio de linhas concedidas a instituições financeiras e investimentos em fundos, como BDMG, BTG Pactual, Sicredi e Vinci. Com FS e Acelen, o AIIB passou a financiar diretamente grandes ativos industriais.

#Biocombustíveis #Pequim

Energia

Indústria projeta novo aumento da produção de biocombustíveis

15/10/2025
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Os grandes produtores de biocombustíveis do Brasil trabalham com projeções aditivadas para este ano. A previsão é que o volume de grãos esmagados chegue a 60 milhões de toneladas, o correspondente a mais de um terço da produção da commodity. Trata-se de um número superior às estimativas mais recentes da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), em torno de 58 milhões de toneladas. O principal motivo é o aumento de 14% para 15% da mistura de biodiesel ao diesel comum. O crescimento da rentabilidade das exportações de óleo e de proteína vegetal também contribui para o cenário positivo. China, Índia e União Europeia têm ampliado as compras diante da volatilidade dos preços do petróleo e da busca por alternativas energéticas sustentáveis

#Biocombustíveis

Destaque

BP turbina seus investimentos em biocombustíveis no Brasil

16/06/2025
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A BP Bioenergy prepara um aditivado plano de investimentos para ampliar sua produção de biocombustíveis no Brasil. Segundo o RR apurou, a matriz do grupo britânico deu sinal verde para a entrada no mercado de biometano. A produção deverá começar ainda neste ano nas usinas Tropical, em Edéia (GO), e Moema, em Orindiúva (SP).

A estratégia prevê também o ingresso no segmento de combustível sustentável de aviação, SAF na sigla em inglês. A expansão da BP Bionergy no Brasil não se dará apenas por projetos greenfield. Aquisições também estão no radar.

Há informações no setor de que a empresa mantém conversas com a Raízen em torno da possível compra de ativos no setor sucroalcooleiro. Não faltam “mercadorias” sobre o balcão da joint venture entre a Cosan e a Shell. A empresa acaba de colocar à venda um pacote de quatro usinas avaliadas em aproximadamente R$ 2 bilhões – Santa Elisa, em Sertãozinho (SP), Rio Brilhante e Passatempo, nas cidades de mesmo nome no Mato Grosso do Sul, e Continental, em Colômbia (SP).

Procurada pelo RR, a BP disse que “não comenta especulações de mercado”. Igualmente consultada, a Raízen também optou por não se manifestar.

A atuação da BP em biocombustíveis no Brasil mudou da água para o vinho, ou, com o perdão do trocadilho, da água para o etanol. No ano passado, os britânicos compraram a participação da Bunge na joint venture que ambas mantinham no setor sucroalcooleiro no Brasil. Ao pagar US$ 1,4 bilhão, a BP assumiu integralmente o controle de 11 usinas de álcool e açúcar, com capacidade total de moagem de 32 milhões de toneladas de cana.

Ao menos neste caso, a solidão societária já mostrou suas vantagens. O fim da joint venture destravou planos de investimento que, tudo indica, estavam encalhados pela inapetência da Bunge em seguir adiante no negócio. A BP tem agora 100% de uma operação extremamente rentável. Na última safra, a empresa de bionergia registrou uma receita superior a R$ 8,5 bilhões e Ebitda de mais de R$ 4,5 bilhões.

#Biocombustíveis #BP

Empresa

BP se aproveita da solidão societária para ampliar investimentos em bioenergia

14/08/2024
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A BP tem planos de elevar sua produção de biocombustíveis no Brasil. O primeiro passo já foi dado, com o investimento de R$ 530 milhões para a ampliação da capacidade de moagem de cana na usina de Pedro Afonso (TO). Não vai parar por aí. O que se diz no setor é que os britânicos já iniciaram estudos para a expansão de outras unidades. Além do etanol, a companhia mira também no aumento da produção de energia a partir do bagaço de cana. Todos os ativos pertenciam à BP Bunge, joint venture desfeita recentemente. Em junho, a BP pagou R$ 1,4 bilhão para ficar com os 50% da então sua sócia. Agora, os ingleses podem aditivar seus investimentos em bioenergia sem depender do aval de ninguém.

#Biocombustíveis #BP #Etanol

Energia

SLC Agrícola planeja investir em biocombustíveis

13/06/2023
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A SLC Agrícola, uma das maiores proprietárias de terras do país, pretende entrar no negócio de biocombustíveis. Uma das ideias é investir na produção de etanol, inclusive por meio de parcerias com grupos que já atuam no setor. A SLC tem a matéria-prima na mão para se tornar um dos grandes players desse segmento: a companhia soma mais de 138 mil hectares de área plantada de milho. Trata-se do equivalente a um quinto de todo o banco de terras da empresa: cerca de 675 mil hectares distribuídos entre 23 fazendas. Consultada, a SLC confirmou que “estuda biocombustíveis desde longa data, mas que não existe qualquer planejamento de investimento definido”.

#Biocombustíveis #Etanol #SLC Agrícola

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