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Infraestrutura
O cronograma de concessões rodoviárias do governo Lula para este ano deverá ficar parado no acostamento. Segundo informações filtradas pelo RR, o Ministério dos Transportes e a ANTT já trabalham com a perspectiva de que parte dos leilões previstos para o segundo semestre dificilmente será realizada dentro do calendário originalmente anunciado. O volume inédito de projetos, somado à demora na conclusão de estudos, às etapas de análise pelo TCU e à necessidade de publicação dos editais, tornou praticamente inviável cumprir a agenda desenhada para 2026. O governo lançou uma carteira recorde para este ano, com 13 concessões rodoviárias, entre novos projetos e contratos existentes, estimando cerca de R$ 148 bilhões em investimentos privados. O papel aceita tudo, ainda mais em ano eleitoral. Até agora, porém, apenas dois leilões foram realizados, das Rotas Gerais (BR-116/251-MG) e da Rota dos Sertões (BR-116/324-BA/PE). Para julho, apenas a otimização da Régis Bittencourt, marcada para o dia 23, permanece oficialmente confirmada. Entre os projetos considerados mais vulneráveis ao adiamento estão a Rota Portuária do Sul (BR-116/392-RS), a otimização da Planalto Sul (BR-116/PR/SC), a otimização da Transbrasiliana (BR-153/SP), a Rota 2 de Julho (BR-116/324-BA), os lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina, a Rota Integração do Sul (BR-116/158/290/392-RS), além de outras otimizações ainda em estágio preliminar, como Arco Norte, Rota do Pequi, Litoral Sul e Vale do Café.
A concentração de aproximadamente 85% dos leilões previstos para o ano no segundo semestre já vinha sendo apontada pelo mercado como excessivamente otimista. Especialistas em infraestrutura alertam que a estruturação simultânea de tantos projetos aumenta o risco de atrasos e de perda de qualidade das modelagens. A própria equipe econômica prefere um cronograma mais realista a correr o risco de sucessivos adiamentos ou de certames com baixa competição.