Categoria: Mineração
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Mineração
Capital peruano acelera projeto de ouro no Pará
8/09/2026- [addtoany]
O projeto da canadense Cabral Gold para a produção de ouro no Pará ganhou novo fôlego. O impulso vem do aporte de US$ 32 milhões recebido pela companhia. Responsável pela capitalização, a peruana Alpayana assumiu 9,9% da mineradora canadense – participação que deverá chegar a 14% a partir de instrumentos previstos no contrato. Os recursos injetados na Cabral Gold, segundo informações que correm no setor, serão integralmente destinados ao Projeto Cuiú Cuiú, empreendimento aurífero da companhia na região do Tapajós. Ao todo, os canadenses já desembolsaram quase US$ 40 milhões no Brasil. A operação foi desenhada para processar cerca de 1 milhão de toneladas de minério por ano e produzir aproximadamente 20 mil onças de ouro anuais. O aporte da Alpayana permitirá acelerar a expansão da Fase 1 e, sobretudo, avançar no desenvolvimento de uma segunda etapa baseada nos depósitos de rocha dura de Cuiú Cuiú, cuja dimensão potencial é substancialmente maior. A companhia peruana opera seis minas em seu país e no México. Ainda que indiretamente, o investimento na Cabral Gold representa a entrada da Alpayana no mercado brasileiro, e justamente em uma das regiões auríferas mais promissoras do país.
Mineração
Governo de Minas endurece o jogo com a Sigma Lithium
5/08/2026- [addtoany]
A Sigma Lithium ainda terá de quebrar muita pedra para fechar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o governo de Minas Gerais. A companhia tem encontrado pouca ou nenhuma flexibilidade por parte das autoridades nas negociações. O acordo é determinante para que a mineradora restabeleça plenamente as atividades no complexo de lítio Grota do Cirilo, no Vale do Jequitinhonha. A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) suspendeu as licenças de duas cavas, em Araçuaí e Itinga, após apontar intervenções ambientais não informadas, início de atividades antes das autorizações e apresentação de dados considerados inverídicos no processo de licenciamento. A empresa contesta as acusações.
A pressão não se limita à esfera estadual. Em outra frente, auditores do Ministério do Trabalho interditaram pilhas de estéril sob a alegação de risco grave e iminente e multaram a companhia depois de constatarem o uso de uma delas apesar da proibição. A Sigma recorreu à Justiça para derrubar a medida.
As pendências regulatórias e legais atingem o principal ativo da companhia no país. Grota do Cirilo reúne mina e planta de beneficiamento integradas, recursos minerais próximos de 107 milhões de toneladas e capacidade instalada para produzir 270 mil toneladas anuais de concentrado de lítio. A expansão em curso pretende elevar esse volume para 520 mil toneladas por ano. A Sigma é hoje a maior produtora brasileira do mineral, à frente da AMG Brasil e da Companhia Brasileira de Lítio (CBL), também presentes em Minas Gerais.
Mineração
Os passos de Eike Batista em seu regresso ao ouro
27/07/2026- [addtoany]
O empresário Eike Batista parece crer piamente no texto original em Gênesis 3:19, que diz que o ser humano foi feito de pó e ao pó retornará. Batista começou com o ouro e a ele quer voltar. O remake da volta à exploração e à comercialização da “relíquia bárbara”, conforme a famosa crítica aplicada pelo economista John Maynard Keynes ao padrão-ouro monetário, é um projeto que passa por uma coleção extensa de alvarás de pesquisa e decretos de lavra, entre outros documentos e resoluções de ordem legal e burocrática, colhidos pacientemente e com diligência. Digamos que o empresário se preparou para isso. É claro que Batista não volta ao business pelo garimpo. Não é mais jovem para pular de paraquedas e tomar tiro de espingarda nas costas. A operação seria toda mecanizada, com o que há na fronteira para a extração do metal.
Mas quem colocaria dinheiro em mais um dos controversos negócios de Batista? Na Bolsa de Toronto, onde começou tudo, não haveria mais as condições de outrora para a captação dos mega recursos necessários para colocar um projeto aurífero no nível dos maiores do mundo – Batista nunca pensou de forma modesta. Pois bem, o empresário tem se aproximado, com seu raro poder de sedução e venda, dos fundos árabes, principalmente do Mubadala – com o qual já tem um projeto meio megalomaníaco de plantio de uma super cana no Brasil, que permitiria uma produtividade nunca dantes alcançada no planeta. Batista sabe que os árabes foram e são fãs ardorosos do vil metal, conceito usado por grandes escritores, como William Shakespeare e Leon Tolstói, para mostrar como a riqueza muda o comportamento humano. Eles amam o ouro e ainda têm as stablecoins e outras geringonças de meios de pagamento vindo em uma segunda prateleira na sua concepção de riqueza física, verdadeira, concreta.
Batista já declarou que pretende voltar ao ouro. Não é novidade. Só não disse a escala, nem quem são os investidores. Que o Brasil tem ouro, todo mundo sabe. O país ocupa a primeira posição na América Latina, segundo levantamento do World Gold Council, de 2026. É possível, aliás provável, que Eike saiba mais do que a entidade internacional. Não seria novidade. Nos idos dos anos 80, juntamente com o finado empresário Olavo Monteiro de Carvalho, à época um potentado que dividia seus negócios como acionista da Volkswagen Brasil, monopólio da produção de vidro e um dos donos da petroquímica Oxiteno, fundou a TVX, sociedade constituída para exploração do metal na Amazônia e no Amapá. A TVX só faltava adivinhar onde tinha o metal. A empresa logo se notabilizou por ser um mega manancial de ouro, alcançando de forma relâmpago a posição de blue chip na bolsa de valores. Nesse ponto, não custa um dedinho de explicação. O engenheiro Eliezer Batista, ex-presidente da Vale do Rio Doce e pai de Eike, era membro do Conselho do Grupo Monteiro Aranha, holding dos Monteiro de Carvalho. Não é improvável que o pai de Eike, após deixar a companhia, tenha assessorado o filho em relação a localização das reservas auríferas.
Tratava-se de garimpos, e não de jazidas, é bem verdade. Mas Eike farejava o ouro como “os labradores cheiram trufas”, segundo uma das suas expressões prediletas. Mas isso não muda nada. Eike nadou em ouro. E fez do metal o lastro para sua imensa fortuna, perdida posteriormente, conforme se sabe – curiosamente com o “ouro negro”, ou seja, o petróleo. Para o Brasil seria bom que Eike se levantasse novamente de forma grandiosa. O empresário sempre se dedicou a projetos em economia física, notadamente em infraestrutura, e deixou como legado um dos maiores portos do Brasil, localizado no Açu, no Rio de Janeiro. Como ele sempre diz, “só faço projetos grandiosos, no setor real e de longo prazo”. Esses empreendimentos estruturantes estão faltando mais do que ouro para o país.
Em tempo: o mercado parece já precificar o êxito da WEG na execução dessas medidas e na redução dos efeitos das sobretaxas norte-americanas. Na semana passada, as ações da companhia chegaram a avançar quase 10% após a divulgação do balanço do segundo trimestre, mesmo com a queda de 2,1% do lucro líquido, para R$ 1,56 bilhão. A reação indica que os investidores deram mais peso à resiliência das margens, ao crescimento das vendas na América do Norte e à capacidade da empresa de reorganizar sua produção global do que ao impacto imediato do tarifaço. A valorização sugere uma aposta de que a WEG conseguirá transferir parte da fabricação para os Estados Unidos e o México, regionalizar fornecedores e preservar sua competitividade no maior mercado externo da companhia. No atual cenário, é uma proeza.
Mineração
Canadenses tentam extrair o lucro perdido da Amapa Minerals
20/07/2026- [addtoany]
Os canadenses da Tucano Precious Metals, liderados pelo investidor Jeremy Gray, vão tentar o que todos os controladores anteriores da Amapa Minerals não conseguiram alcançar: extrair rentabilidade da mina de ouro de Pedra Branca do Amapari, 200 km a noroeste de Macapá. O projeto passa pela abertura de capital na Bolsa de Toronto. A Tucano Precious Metals busca recursos para reativar a operação. O plano prevê investimentos da ordem de R$ 2 bilhões ao longo de dez anos. Desde a aquisição do ativo, em 2023, os canadenses já desembolsaram cerca de US$ 91 milhões na recuperação do complexo. Segundo as projeções apresentadas pelos investidores, a mina poderá atingir uma produção anual de até 200 mil onças de ouro.
O IPO na Bolsa de Toronto será uma prova dos nove para a Amapa Minerals e a Tucano Precious Metals. A mina de Pedra Branca do Amapari já produziu mais de 1,5 milhão de onças de ouro, mas acumula uma trajetória marcada por trocas de comando, interrupções, reestruturações, promessas de retomada e prejuízos. Desde 1998, a mina passou pelas mãos de nove proprietários. O turnover já dá uma ideia da complexidade do empreendimento. Nenhum dos investidores conseguiu chegar a uma equação econômica capaz de tornar o negócio lucrativo.
Mineração
Boliden negocia compra da Nexa e já tem planos para jazida polimetálica no MT
6/07/2026- [addtoany]
A sueca Boliden, que negocia a compra da Nexa Resources junto ao Grupo Votorantim, olha com especial atenção para a mina de Aripuanã, no norte do Mato Grosso. Segundo a fonte do RR, os escandinavos já colocam a jazida no centro da sua tese de investimento no Brasil. De todo o portfólio da empresa dos Ermírio de Moraes no Brasil, trata-se do ativo que melhor se encaixa à estratégia da Boliden. Aripuanã é um complexo polimetálico que reúne praticamente todos os principais minerais produzidos pela companhia: zinco, cobre, chumbo, ouro e prata. Outro fator pesa a favor do ativo. A mina é uma operação recente, resultado de mais de US$ 600 milhões em investimentos realizados pela Nexa entre 2018 e 2024. Segundo o Pipeline, do Valor, informou no último dia 2, a Boliden mantém conversas avançadas para a compra dos 68,6% da Votorantim na Nexa, participação avaliada em US$ 1,1 bilhão. A empresa soma oito operações no Brasil e Peru – cinco minas e três refinarias. Caso se confirme, a aquisição da Nexa marcará uma inflexão estratégica e geoeconômica para a Boliden. Todas as operações da companhia estão concentradas na Europa, mais precisamente na Suécia, Finlândia, Irlanda e Portugal.
Mineração
BNDES deve financiar projeto de US$ 1,4 bilhão da Brazilian Nickel
24/06/2026- [addtoany]
A australiana Brazilian Nickel está em conversas avançadas com o BNDES em busca de financiamento para o Projeto Piauí Níquel, estimado em US$ 1,4 bilhão. O que se ouve nos corredores do banco de fomento é que o empréstimo pode chegar ao equivalente a US$ 500 milhões. Na companhia, o banco de fomento é tratado como a peça principal do project finance do empreendimento, que combina extração e uma planta de processamento. Localizado no município de Capitão Gervásio Oliveira, no sul do Piauí, o projeto prevê a produção de níquel e cobalto destinados principalmente à indústria global de baterias. A expectativa da companhia é entrar em operação comercial até o fim da década. A produção projetada gira em torno de 27 mil toneladas anuais de níquel e cerca de 900 toneladas de cobalto. Além das tratativas com o BNDES, a Brazilian Nickel mantém negociações com investidores e organismos internacionais. A empresa já recebeu uma carta de intenção da agência norte-americana U.S. International Development Finance Corporation (DFC) para uma linha de crédito de até US$ 550 milhões. Ou seja: é mais um projeto de minerais críticos no Brasil em que os Estados Unidos pretendem colocar um pé. Entre os principais acionistas da Brazilian Nickel estão a gestora americana de minerais críticos TechMet, já apoiada pelo próprio DFC, além da Resource Capital Funds (RCF), um dos mais tradicionais fundos globais especializados em mineração
Mineração
BNDES deve ampliar financiamento a projeto de terras raras da Viridis
10/06/2026- [addtoany]
O BNDES avalia aumentar sua exposição à operação em terras raras da Viridis em Poços de Caldas (MG). É o que se ouve nos corredores do banco. Além de apoiar indiretamente a companhia por meio do fundo de minerais estratégicos administrado por Régia Capital e Ore Investments, a agência de fomento estuda um financiamento direto ao Projeto Colossus, desenvolvido pela mineradora australiana. O investimento estimado é da ordem de US$ 400 milhões. O projeto prevê não apenas a extração, mas uma parte do beneficiamento do minério no Brasil. A Viridis já desembolsou US$ 5 milhões para instalar um Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) em Poços de Caldas. A empresa pretende realizar no Brasil a produção de carbonato de terras raras mistas (MREC – Mixed Rare Earth Carbonate), uma etapa inicial do processamento dos minerais. Para um país que praticamente só exporta suas commodities, já é alguma coisa. É o que estimula o BNDES a fazer um upgrade no apoio ao empreendimento. Na semana passada, a Viridis anunciou um acordo não vinculante com a Solvay para fornecimento do carbonato. A empresa química belga deverá entrar com tecnologia de separação, um elo sensível da cadeia global, hoje amplamente dominada pela China.
Mineração
Belo Sun tenta destravar mina repleta de ouro e polêmicas
28/05/2026- [addtoany]
A Belo Sun retomou os estudos técnicos do Projeto Volta Grande, para a extração de ouro às margens do Xingu, no Pará. Em jogo, um investimento da ordem de R$ 1 bilhão em uma das maiores jazidas auríferas ainda não exploradas do Brasil. São 116 milhões de toneladas e uma vida útil estimada de 17 anos. A intenção da mineradora canadense é iniciar a instalação da infraestrutura física no primeiro trimestre de 2027. A produção em escala comercial viria a partir de 2029. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas todos esses prazos dependem da capacidade da companhia de conseguir superar os obstáculos judiciais, ambientais e políticos que cercam o investimento. Executivos da Belo Sun têm mantido interlocução com a governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma, sucessora de Helder Barbalho, e com assessores do ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira na tentativa de destravar o empreendimento. Volta Grande é um dos projetos minerários mais controversos do Brasil. A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará já emitiu e reemitiu a Licença de Instalação, válida até 2029. Tamanha presteza, no entanto, tem esbarrado no Ministério Público Federal. O MPF questiona a competência do governo do Pará para conduzir o licenciamento, defendendo que o processo deveria ficar sob responsabilidade do Ibama devido aos impactos sobre terras indígenas e sobre o rio Xingu, de responsabilidade federal. Organizações indígenas e ambientalistas também acusam a Belo Sun de não ter realizado consultas prévias adequadas às comunidades afetadas. Denunciam uso de cianeto, riscos associados à barragem de rejeitos e os impactos cumulativos com a Usina de Belo Monte – a mina está localizada a apenas 20 km da hidrelétrica.
Mineração
BNDES deve financiar projeto de US$ 780 milhões em terras raras
4/05/2026- [addtoany]
Aos poucos, o BNDES vai pingando aqui e ali recursos para financiar a produção de minerais críticos no Brasil. Circula no mercado a informação de que a Aclara Resources mantém conversas com o banco em torno de um empréstimo para o Projeto Carina, que envolve a exploração de terras raras em Nova Roma (GO). O investimento total é da ordem de US$ 780 milhões. O apoio do BNDES viria do fundo de US$ 1 bilhão criado pelo banco, em parceria com a Finep, para viabilizar a exploração (a parte mais fácil) e o beneficiamento (aí é que são elas) de minerais estratégicos no Brasil. Em outro front, a agência de fomento mantém em associação com a Vale um segundo fundo, este de aproximadamente R$ 3 bilhões, para a mesma finalidade.
O estudo de viabilidade do Projeto Corina apontou alto teor de disprósio e térbio, além de neodímio e praseodímio — estes últimos com participação de 27,2% no material produzido. O plano da Aclara prevê ainda a produção de samário, gadolínio, lutécio e ítrio. A vida útil inicial estimada é de 18 anos. O início da extração em escala comercial está previsto para 2028, com capacidade anual para pouco mais de quatro mil toneladas de óxidos de terras raras. A companhia já inaugurou em Aparecida de Goiânia uma planta-piloto semi-industrial para processar argilas iônicas e produzir carbonatos mistos de terras raras pesadas. É uma sinalização de que alguma etapa do processo de beneficiamento pode ser feita no Brasil. Oxalá!
Fora do país, a Aclara desenvolve no Chile o Penco Module, também baseado em argilas iônicas, e nos Estados Unidos uma planta de separação de terras raras pesadas em Louisiana, investimento estimado em US$ 277 milhões. A estratégia é clara: extrair na América do Sul, separar em território norte-americano e vender para cadeias industriais que buscam reduzir a dependência da China em insumos críticos para ímãs permanentes, veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de alta tecnologia.
Mineração
Fundos internacionais e BNDES devem financiar projeto da australiana Centaurus
27/04/2026- [addtoany]
A Centaurus Metals abriu conversações com fundos de investimento internacionais para uma possível associação ao Projeto Jaguar, no Pará. A companhia australiana está convicta de que se encontra no lugar na hora certa, ou seja, em meio à crescente disputa por minerais críticos no Brasil. Principal ativo da Centaurus, o Projeto Jaguar é envolve a extração de níquel sulfetado em São Félix do Xingu, na província mineral de Carajás. O empreendimento foi adquirido junto Vale em 2020 e envolve múltiplos depósitos em uma área de cerca de 30 km². O investimento total estimado gira em torno de US$ 500 milhões. Paralelamente, a mineradora australiana negocia um empréstimo para o projeto. Há tratativas com uma dezena de bancos internacionais, mas todos os veios parecem levar na direção da Avenida Chile. Existem conversas avançadas para um financiamento do BNDES em torno de R$ 1 bilhão. Listada na bolsa australiana, a Centaurus possui outros projetos no Brasil, de menor porte, como Jambreiro (minério de ferro) e Boi Novo (cobre-ouro). Mas a grande aposta é mesmo Jaguar. Sem geração relevante de receita operacional, seu valor está ancorado no potencial da reserva de níquel em Carajás.
Mineração
Nióbio brasileiro impulsiona nova captação da St George
14/01/2026- [addtoany]
Corre no setor que a St George Mining prepara o terreno para uma nova rodada de captação no mercado internacional. O objetivo é buscar funding para acelerar a implantação do Projeto Araxá, que envolve a exploração e produção de terras raras e nióbio em Minas Gerais. Trata-se do maior e mais promissor ativo no portfólio da mineradora australiana. A operação ganhou um quilate ainda maior após recentes estudos geológicos, que apontaram a existência de nióbio de alta qualidade (teor de até 7,2%) em área próxima à jazida da companhia em Araxá. A descoberta fortalece a tese da St George para levantar capital adicional. A mineradora, que tem como acionistas a australiana Hancock Prospecting e as chinesas Fangda e Shandong Xinhai Mining, já captou algo em torno de US$ 50 milhões para o projeto. Consultada, a empresa não se manifestou.
Mineração
Exigências separam Mota-Engil de projeto de minério de ferro da Bamin
7/01/2026- [addtoany]
Mineração
Atlas Lithium e AMG Brasil podem puxar a fila das debêntures incentivadas
16/12/2025- [addtoany]
Mineração
China Nonferrous mira nas terras raras da Serra Verde
11/12/2025- [addtoany]
A China Nonferrous Metal Mining Group (CMOC) é apontada no mercado como candidata à compra de uma participação na Serra Verde, que busca um sócio minoritário para a exploração de terras raras no Brasil. Controladora da empresa, a gestora norte-americana Denhan Capital pretende vender até 20% das ações. A Serra Verde tem uma jazida na região de Minuaçu (GO), onde já produz elementos como neodímio, praseodímio e disprósio. A CMOC, por sua vez, também mantém investimentos no Brasil. No ano passado, desembolsou US$ 340 milhões pela Mineração Taboca, dona da mina de estanho de Pitinga, no Amazonas. Ressalte-se que a Serra Verde detém contratos de longo prazo, alguns com duração de dez anos, voltados à venda de terras raras para a China.
Mineração
Liberty Metals busca novos ativos em terras raras no Brasil
6/11/2025- [addtoany]
Mineração
Dúvidas cercam projeto de lítio da Lightning Minerals em Minas Gerais
9/10/2025- [addtoany]
Nem tudo que reluz é lítio no Vale do Jequitinhonha. Os investimentos da australiana Lightning Minerals no Brasil são cercados por incertezas. Os dados mineralógicos na reserva de lítio de Esperança, em Minas Gerais, ainda são inconclusivos sobre a viabilidade comercial do projeto. A empresa não apresentou, até o momento, uma estimativa formal de recursos minerais que permita dimensionar o potencial econômico dos depósitos. Outro ponto de dúvida é a sustentabilidade financeira da operação: a Lightning depende de novas rodadas de captação para financiar sondagens e análises adicionais. Por ora, o caixa resolve o custo dos estudos geológicos, em torno de R$ 20 milhões. Mas a empresa australiana precisará levantar capital para seguir adiante caso as pesquisas apontem a existência de alto teor de lítio na reserva.
Mineração
A gangorra da Hochschild Mining no Brasil
30/09/2025- [addtoany]
A Hochschild Mining vive um momento de contrastes no Brasil. A companhia inglesa vai investir cerca de US$ 250 milhões no projeto Monte do Carmo, a maior reserva de ouro já identificada no Tocantins. O grupo desembolsou US$ 60 milhões na compra da jazida junto à canadense Cerrado Gold. A Hochschild ainda está desenvolvendo os estudos de viabilidade, mas a previsão é que a produção em Monte do Carmo chegue a 100 mil onças de ouro por ano. Em contrapartida, os ingleses tiveram de reduzir significativamente as projeções para a produção de ouro na mina de Mara Rosa, em Goiás, fortemente afetadas por chuvas. A meta original era extrair até 105 mil onças neste ano. Agora, a produção não deve passar de 35 mil onças.
Mineração
MPF quer abrir a caixa de Pandora das autorizações de lavra da ANM
23/09/2025- [addtoany]
Além do TCU, o Ministério Público Federal também vai abrir uma investigação para cavoucar todas as autorizações de lavra emitidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) desde dezembro de 2023, quando Caio Mario Seabra assumiu uma das diretorias do órgão regulador. Seabra foi preso pela Polícia Federal na última quarta-feira, acusado de participar de um esquema de “venda” de alvarás de pesquisa e lavra e de licenças ambientais, notadamente em Minas Gerais. A princípio, a operação da PF mira em aproximadamente 40 empresas que seriam as principais financiadoras do balcão de autorizações. No entanto, aos olhos dos procuradores, o escândalo coloca sob suspeição todas as licenças emitidas pela ANM nos últimos dois anos. Além de abrir esse alçapão no passado da agência, a investigação do Ministério Público e da Polícia Federal ameaça atravancar a concessão de novas autorizações, o que pode, inclusive, impor atrasos ao cronograma de licitações de áreas para mineração
Mineração
Será que o nióbio da St George Mining vai parar nas mãos dos Moreira Salles?
22/09/2025- [addtoany]
Os planos da mineradora St George Mining para o Brasil estão envoltos em brumas. Afinal, os australianos pretendem investir a longo prazo na produção de minério no país ou, desde já, seu objetivo é empacotar um portfólio de ativos para vendê-lo logo ali na frente? No setor, as especulações apontam para a segunda hipótese.
Mais do que isso: os olhares se voltam na direção da CBMM (Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia). A empresa dos Moreira Salles é tida como forte candidata à compra das reservas da St George Mining no país. Principalmente após a empresa australiana ter anunciado, na semana passada, a descoberta de nióbio e elementos de terras raras na área do seu Projeto Araxá, em Minas Gerais.
A jazida está localizada no mesmo complexo carbonatítico onde se encontram as reservas da CBMM. Por que a empresa dos Moreira Salles, praticamente monopolista do mercado de nióbio – responde por mais de 80% da produção global –, permitiria a presença de um intruso no seu latifúndio mineral? Procurados pelo RR, St George e CBMM não se manifestaram.
Alguns fatores aumentam no setor a percepção de que a St George Mining está disposta a vender seus ativos no Brasil. Até o momento, não há sinalização por parte da empresa de investimentos na produção de minério em Araxá.
Outro dado importante: por ora, a companhia não tem qualquer ativo operacional no mundo. Sua carteira é composta exclusivamente por projetos em fase de estudos mineralógicos – além de Araxá, há outras três jazidas na Austrália.
Mineração
Os próximos passos da CoreX Holding no Brasil
26/08/2025- [addtoany]
A CoreX Holding está provocando um frenesi no mercado brasileiro de mineração. Após a compra dos ativos de cobre da BHP, por US$ 465 milhões, espocam no setor especulações sobre os próximos passos do grupo turco no país. Há relatos de que a companhia do investidor Robert Yüksel Yildirim busca reservas de níquel no Brasil – a empresa tem negócios nesse segmento na Colômbia. A CoreX teria interesse também em entrar na área de logística, notadamente portos. Por meio da Yilport Holding, o conglomerado de Yüksel Yildirim tem operações portuárias não apenas na Turquia, mas também na Noruega, Suécia e Espanha e, aqui do lado, no Peru e no Equador.
Mineração
Belo Sun lança suas últimas cartadas para explorar jazida de ouro no Pará
14/08/2025- [addtoany]
A mineradora canadense Belo Sun está usando de todas as armas à mão na tentativa de viabilizar a exploração de uma jazida de ouro na região de Senador José Porfírio, no Pará. De um lado, decidiu entrar com um recurso no TRF-1 contestando uma recente decisão contrária da Justiça de Altamira; do outro, estaria recorrendo a parlamentares da Região Norte na tentativa de costurar um cinturão de apoio ao seu pleito em Brasília. No setor, o que se diz é que a Belo Sun dá as suas últimas cartadas na tentativa de encerrar uma novela que se arrasta há quase uma década. Em jogo, um projeto de quase US$ 300 milhões. O empreendimento esbarra na oposição de comunidades locais, ambientalistas e órgãos de controle, em um emaranhado de entraves jurídicos e regulatórios. No início do ano, a mineradora chegou a obter uma importante vitória na Justiça, autorizando que licenciamento ambiental do projeto fosse processado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, em vez do Ibama. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu. O MPF pede a nulidade do contrato de mineração de ouro na região da Volta Grande do Xingu, no Pará, firmado entre a Belo Sun e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em 2021.
Mineração
Appian Capital avança na produção de níquel no solo e no subsolo brasileiro
12/08/2025- [addtoany]
Os investimentos da Atlantic Nickel, leia-se a gestora britânica Appian Capital, no Brasil vão ganhar mais profundidade. Literalmente. A empresa pretende transformar a operação a céu aberto na jazida de níquel Santa Rita, em Itagibá (BA), em uma mina subterrânea de longo prazo. Orçado em mais de US$ 330 milhões e com início previsto para 2026, o projeto tem potencial para prolongar a vida útil do ativo em mais de três décadas, colocando a Atlantic Nickel em posição estratégica no fornecimento global de metais essenciais para baterias e mobilidade elétrica. Fontes do setor afirmam que, paralelamente à expansão subterrânea, a empresa estaria avaliando novas frentes de exploração na Bahia e em outros estados com potencial para níquel e cobre, aproveitando a infraestrutura e o know-how adquiridos nos últimos anos. Ressalte-se que a Appian Capital já está diversificando seus negócios em mineração no Brasil. No início deste ano, anunciou investimentos de R$ 2 bilhões na Graphcoa, empresa com depósitos de grafite promissores estrategicamente localizados também na Bahia. O projeto contempla a primeira planta de beneficiamento do mineral no município de Itagimirim (BA), com capacidade inicial 5,5 mil toneladas por ano.
Mineração
ANM retoma leilão de áreas após desbloqueio de verbas
4/08/2025- [addtoany]
A Agência Nacional de Mineração (ANM) corre para realizar ainda neste ano um leilão de áreas minerárias. O adiamento do certame para 2026 já era dado como favas contadas no setor após o corte de verbas das agências reguladoras. Mas houve uma reviravolta da reviravolta. No último dia 31, o governo anunciou o descontingenciamento de R$ 22,8 milhões em recursos da ANM, reabrindo a possibilidade da licitação ocorrer até dezembro. Na agência, no entanto, existem dúvidas se haverá tempo hábil para a oferta de mais de sete mil novas áreas, como estava inicialmente previsto. Talvez o pacote colocado sobre o balcão tenha de ser menor, reduzindo assim o potencial arrecadatório. Na última rodada de leilões, no ano passado, a União levantou quase R$ 400 milhões com a oferta de cinco mil licenças.
Mineração
Baiyin Nonferrous busca ativos em níquel no Brasil
23/07/2025- [addtoany]
A Baiyin Nonferrous busca novos caminhos no subsolo brasileiro. No setor é voz corrente que os chineses estão garimpando ativos em níquel no país, mais precisamente no Pará e no Piauí. A empresa teria reservado cerca de US$ 3 bilhões para investir no Brasil. Parte desses recursos já saiu do caixa no cheque de US$ 420 milhões para a aquisição da Mineração Vale Verde, leia-se o projeto de cobre da mina Serrote, na região de Craíbas, em Alagoas. A Baiyin já anunciou também o desembolso de aproximadamente US$ 500 milhões para duplicar a capacidade de produção na reserva alagoana e viabilizar a exploração de jazidas satélites, caso do projeto Caboclo, em Igaci.
Mineração
Investidores pressionam Hochschild por perdas no Brasil
15/07/2025- [addtoany]
Corre entre fontes do setor mineral a informação de que a Hochschild Mining tem sido pressionada por investidores a rever aportes no Brasil. Entre os acionistas insatisfeitos estão pesos-pesados como BlackRock, Vanguard Group e Equinox Partners. Sediada em Londres, a empresa atravessa um momento delicado em terras brasileiras. A mina de ouro de Mara Rosa, em Goiás, teve as atividades de processamento suspensas por seis semanas após falhas no sistema de filtragem de rejeitos, agravadas por chuvas acima da média. Até maio, a empresa havia extraído apenas 25 mil onças de ouro, menos de um terço da meta anual. A paralisação obrigou a mineradora a revisar seu guidance de produção para 2025, com analistas reduzindo as estimativas para algo entre 60 mil e 74 mil onças, bem abaixo das 104 mil inicialmente previstas. O impacto no mercado foi imediato: as ações da empresa chegaram a despencar quase 22% na Bolsa de Londres, o pior desempenho em quatro anos. A crise levou à saída do diretor operacional Rodrigo Nunes. Ao todo, a Hochschild desembolsou mais de US$ 200 milhões na mina de Mara Rosa. Para investidores, o revés abala parte da confiança no potencial de diversificação da companhia, no momento em que a mineradora busca reduzir sua dependência de ativos no Peru e Argentina.
Mineração
Appian Capital está com um pé na mina da Lithium Ionic no Brasil
10/12/2024- [addtoany]
Nos últimos dias há um forte bochicho na área de mineração de que a Appian Capital negocia a compra de uma participação nos projetos em lítio da canadense Lithium Ionic no Brasil. Em julho deste ano, a gestora de recursos inglesa fez um adiantamento de US$ 20 milhões para a mineradora em troca de um royalty de 2,25% sobre a receita bruta do Projeto Bandeira, no chamado Vale do Lítio em Minas Gerais. Ao que tudo indica, teria sido apenas o primeiro passo de uma operação maior, que daria à Appian um lugar de sócio no empreendimento. Recentemente, os ingleses venderam para a chinesa Baiyin o controle da Mineração Vale Verde do Brasil, que explora cobre na mina do Serrote, em Alagoas.
Mineração
Canadenses prospectam reservas de terras raras em Minas Gerais
27/11/2024- [addtoany]
Mineração
Appian Capital mira investimento em terras raras no Brasil
4/11/2024- [addtoany]
Mineração
Apollo Management garimpa metais estratégicos no Brasil
25/10/2024- [addtoany]
Circula no setor de mineração que o Apollo Global Management está vasculhando ativos no Brasil, notadamente metais estratégicos para a transição energética, como lítio. Há cerca de dois meses, cabe lembrar, o Apollo fechou uma joint venture com a Vale para a gestão de um terminal portuário em Omã, um negócio de US$ 600 milhões. Vai ver é só coincidência. Ou não.
Mineração
Viridis avança sobre as terras raras de Minas Gerais
15/08/2024- [addtoany]
Mineração
Brasil reluz feito ouro na estratégia da Hochschild Mining
23/05/2024- [addtoany]
É o que se diz, é o que se comenta no Serviço Geológico do Brasil (SGB): a inglesa Hochschild Mining deverá disputar o leilão de concessão do projeto Ouro Natividade, em Tocantins. A empresa tem feito seguidos investimentos no Brasil. Recentemente comprou a reserva de ouro Monte do Carmo, também em Tocantins, que pertencia à canadense Cerrado Gold. Opera ainda uma mina a céu aberto em Mara Rosa (GO). A licitação da jazida de Ouro Natividade está marcada para o próximo dia 4 de junho. A concessão, aliás, está encruada há quase dois anos. O projeto foi incluído no PPI em agosto de 2022. Desde então, o SGB já marcou e adiou o leilão por três vezes por falta de candidatos.
Mineração
Antofagasta Minerals mira a próxima leva de concessões no Brasil
19/01/2024- [addtoany]
Jazidas que o Serviço Geológico do Brasil colocará à venda em 2024 já despertam o interesse de grandes grupos de mineração. É o caso da de chumbo com prata associada, localizada em Nova Redenção, na Bahia. A reserva com mais de 11 mil hectares, em área contígua, próxima da Chapada Diamantina, teria atraído os olhares da Antofagasta Minerals, segundo apurou o RR. A chilena, ligada ao Grupo Luksic, é uma das dez maiores companhias mineradoras do planeta e já teve atuação firme no Brasil, associada à Vale, de quem se separou em 2006. Explorar jazidas aqui é algo em total sintonia com o seu plano de expansão internacional.
Mineração
Enquanto o Brasil boia no minério, a China nada em um oceano de terras raras
9/11/2023- [addtoany]
Essa fixação por valuation está transformando o valor estratégico futuro em uma sanha por dividendos no presente que pode tirar a empresa de mercados promissores no porvir. É o caso das terras raras, vendidas por uma grana para o Japão, o maior comprador do mundo e carente dos minerais. O país, inclusive, é boicotado pela China, detentora da maior reserva planetária de terras raras. São dois bicudos que não dão uma bitoca nem por muitos bilhões de dólares. Mas deixemos os ricos de lado. Vamos ao Brasil, que joga dinheiro fora obsessivamente. Quem é mais velho se lembra de uma história corrente no Departamento Nacional da Produção Mineral, nos anos 60, que relatava, com tom de blague, a pirataria dos estrangeiros com as terras raras brasileiras. Pouco antes de meados do século passado, os navios paravam no Porto do Espírito Santo, despejavam suas mercadorias e enchiam o barco com o mineral como lastro. Levavam de graça uma riqueza cujo valor estava escrito há quase 100 anos. O que encarecia, à época, as terras raras era a monazita, usada por idosos para passar no corpo e reduzir as dores de artrite. As terras raras são compostas de minérios como lítio, cobalto, tório, ítrio, césio etc. Em tempos de transição energética, são insumos valiosos para a produção de baterias, chips, dispositivos eletrônicos, fabricação de laser etc.
O tempo passou, e o Brasil não aprendeu. Não prospectou, perdeu o segundo lugar no ranking das terras raras para o Vietnã e assiste, como informa hoje o Brazil Journal, a uma companhia brasileira tentar um “Ipozinho, de US$ 50 milhões, na bolsa de valores australiana. Trata-se da Brazilian Rare Warth, que acaba de fazer um IPO das suas maquetes (o caixa da companhia é de US$ 10 milhões) – fisicamente, não existe nada. Não se sabe muito bem se os recursos minerais são inferidos, indicados ou medidos. No Brasil, há registro de quatro empresas que estão buscando o minério em estágio pré-operacional no Brasil. Além Brazilian Rare, outros exemplos são a Meteoric Resource e a Serra Verde.
Esses quase 100 anos de tempo perdido foram resgatados, sem êxito, no governo Dilma, pelo então ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. O economista chamou no Ministério 17 empresas habilitadas para a exploração de terras raras em associação com a Vale. Reza a lenda que a reunião foi boa. Já a joint venture e os financiamentos do BNDES, prometidos à época, ninguém viu, nem nos governos de Dilma, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Lula III. Fala-se à boca pequena que a Vale voltou a estudar o investimento na extração de fosfato. Na verdade, não se sabe muito bem o que a empresa vai explorar: se fosfato ou terras raras, que é um minério associado em grande escala ao insumo para fertilizantes – 60% dos fosfatados consumidos no Brasil são importados.
Mineração
Chineses financiam retomada de produção de antiga mina de Eike no Amapá
30/10/2023- [addtoany]
A Pedra Branca Alliance, leia-se uma joint venture entre a britânica Cadence Minerals, a trading Indo Sino PTE, de Cingapura, e a DEV Mineração, ao que parece, vai retomar a produção de minério de ferro na jazida de Pedra Branca do Amapari, no Amapá. De acordo com informação publicada há pouco pelo site internacional MarketWatch (https://www.marketwatch.com/story/cadence-minerals-shares-soar-on-preliminary-deal-to-advance-iron-ore-project-in-brazil-87ab2a2b?mod=search_headline), o consórcio fechou um acordo com a Sinoma Tianjin Cement Industry Design & Research Institute para o financiamento da operação. Como reflexo do anúncio, as ações da Cadence chegaram a subir 29% na Bolsa de Londres ao longo do dia. A mina tem reserva de 251 milhões de toneladas de minério de ferro. Sua capacidade atual de produção é da ordem de 5,3 milhões de toneladas por ano. Com investimentos, estima-se que esse número possa chegar a 11 milhões de toneladas.
Obs RR: A Cadence Minerals e seus sócios são apenas os personagens mais recentes de um enredo mineral protagonizado por nomes emblemáticos. O projeto nasceu nas mãos de Eike Batista. O Complexo do Amapá era uma das pernas da MMX, a mineradora criada por Eike para “rivalizar” com a Vale. Com a crise financeira das empresas X e a derrocada do empresário, a mina do Amapá passou às mãos da Anglo American em 2008. Em 2013, a Anglo vendeu a operação para a inglesa Zamin Ferrous, que entraria em recuperação judicial no ano seguinte. A Cadence em cena em 2019, ao assumir o complexo, que reúne inclui a mina, uma estrada de ferro, um porto e uma barragem de rejeitos.
Mineração
Brasil reluz feito ouro nos negócios da Gold Fields
3/10/2023- [addtoany]
O Brasil tornou-se uma peça de alto quilate no mapa de negócios da mineradora sul-africana Gold Fields. De um lado, a empresa está garimpando novas reservas de ouro no Pará e na Bahia; do outro, investe no aumento da produção em sua mina na região de Jacobina (BA). Esta última foi herdada com a aquisição do controle global da canadense Yamana Gold por US$ 6,7 bilhões, em maio do ano passado.
Em uma primeira etapa, a capacidade vai subir de 7,5 mil para 8,5 mil toneladas por dia. A próxima fase prevê a expansão para dez mil toneladas. Com a compra da Yamana, a Gold Fields já desembarcou no Brasil como a terceira maior produtora de ouro do país. Com a maior parte de suas operações concentradas na própria África do Sul e na Austrália e dona de um faturamento global próximo dos US$ 3 bilhões por ano, a companhia tem avançado sucessivamente na América Latina. Além do Brasil, atua no Peru e no Chile.
Mineração
Mega reserva de caulim na Amazônia está de volta ao balcão
26/09/2023- [addtoany]
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) marcou para o próximo dia 18 de outubro a concessão dos direitos de exploração de caulim em Rio Capim, no Pará. Trata-se da segunda tentativa de venda do ativo. A primeira, no apagar das luzes do governo Bolsonaro, em dezembro do ano passado, foi um tiro n´água: não houve apresentação de propostas. O pacote engloba uma das maiores reservas mundiais de caulim. São duas jazidas em conjunto: uma, no chamado Bloco Norte, com estimativa de 574 milhões de toneladas; e outra, no Bloco Sul, com 218 milhões de toneladas. Os investimentos previstos na região superam os R$ 2 bilhões.
Mineração
Lipari vai buscar diamantes nas profundezas da Bahia
22/09/2023- [addtoany]
A mineradora canadense Lipari solicitou ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia a renovação da licença ambiental para exploração de diamante na região do Semiárido, a 360 km de Salvador. Trata-se de uma das últimas etapas para a companhia tirar do papel a sua grande aposta de investimento no Brasil. A Lipari já opera a mina Braúna 3 há seis anos.
No entanto, ao contrário dos diamantes, as jazidas não são eternas. A reserva a céu aberto já atingiu sua capacidade máxima de produção. A partir de agora, os canadenses vão investir cerca de R$ 60 milhões para iniciar a produção subterrânea, o que poderá estender a vida útil de Braúna 3 por até cinco anos. A Lipari Diamond Mines é a maior produtora de diamantes do Brasil. Além da Bahia, a empresa tem operações em Angola.
Mineração
Transição energética dita investimentos da Lundin Mining no Brasil
31/07/2023- [addtoany]
A Lundin Mining, empresa de origem canadense, estaria prospectando ativos em níquel no Brasil. Na mira, licenças de pesquisa e lavra notadamente em Goiás. A companhia já tem negócios em cobre e ouro no estado, mais precisamente na região de Alto Horizonte. De olho na produção de metais voltados à transição energética, a Lundin vem aumentando significativamente seus investimentos na América Latina. Em março, pagou cerca de US$ 800 milhões para comprar 51% da SCM Minera Lumina Copper até então pertencentes à JX Nippon Mining & Metals. Com isso, assumiu o controle de uma das maiores projetos de cobre e molibdênio no Chile, localizado na região do Atacama. No Brasil, o grupo canadense vai desembolsar neste ano cerca de US$ 70 milhões para ampliar sua produção em Alto Horizonte. A empresa tem operações ainda na Suécia e nos Estados Unidos.
Mineração
Fundo inglês mira o lítio brasileiro
19/05/2023- [addtoany]
O lítio brasileiro entrou no radar da gestora inglesa Appian Capital. Os britânicos pretendem investir em projetos para a extração do mineral no país. Há conversas, inclusive, com uma mineradora que já iniciou a exploração de lítio no país. A Appian está longe de ser um “pato novo” no subsolo brasileiro. Com ativos da ordem da US$ 4 bilhões a gestora já tem participações em duas mineradoras: a Vale Verde, produtora de cobre no sertão de Alagoas, e a Atlantic Nickel, que tem uma mina de níquel sulfetado no sul da Bahia.
Mineração
Há novos ativos reluzindo no subsolo do Pará
9/05/2023- [addtoany]
A Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Serviço Geológico Brasileiro têm feito, a quatro mãos, estudos para a oferta de novas concessões de pesquisa e lavra de ouro no Pará. Segundo informações apuradas pelo RR, grupos internacionais, a exemplo da canadense Aura Minerals e da australiana Beadell Resources, já demonstraram interesse pelas áreas. Ressalte-se que as regiões de Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste do estado, abrigam quase 40% das terras destinadas ao garimpo de ouro no país. Por essa razão, a ANM tem conduzido o processo com cautela, uma vez que essas áreas são extremamente visadas por garimpeiros clandestinos.