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Educação
A Vitru entrou no páreo pela compra do CEUB (Centro Universitário de Brasília). O que se ouve no mercado é que há conversas em curso com as famílias Américo e Alves da Silva, que controlam o grupo de ensino do Distrito Federal. A pedida dos donos do CEUB gira em torno de R$ 2 bilhões, valor considerado alto pelos interessados no negócio. A Vitru enxerga a possibilidade de acelerar sua expansão no ensino presencial, sobretudo nos cursos de maior tíquete. Medicina é a joia da coroa: são 150 novas vagas por ano e mais de 800 alunos matriculados no curso. A aquisição também daria à dona da Uniasselvi e da UniCesumar uma posição relevante em Brasília, adicionando uma marca tradicional a uma operação que historicamente cresceu com forte peso do ensino digital.
Além da Vitru, o Grupo SEB, de Chaim Zaher, e a Ânima Educação figuram entre os pretendentes. O processo de venda da CEUB é um ioiô que vai e volta, seja por divergências em relação ao preço, seja por uma certa falta de sintonia entre os próprios controladores. Os Américo defendem uma venda mais rápida, enquanto os Alves da Silva preferem esperar por uma recuperação dos resultados que permita elevar o preço. É assim já há algum tempo. Em 2021, a Ânima chegou a manter negociações avançadas para comprar a instituição em uma operação estimada em cerca de R$ 800 milhões. O negócio não saiu. Três anos depois, foi a vez do SEB chegar perto da aquisição. Também não avançou. O Mubadala chegou a olhar o ativo em outro momento. Agora, os interessados voltaram à carga, de olho, principalmente no curso de medicina, o negócio mais rentável do CEUB.