Buscar
Mercado
A Vinci Compass vai subir mais um degrau em sua ofensiva contra a Reag e fundos ligados à firma de investimentos. Segundo informação que corre no mercado, a gestora avalia pedir o bloqueio de bens de integrantes da família Arantes, dona de empresas como Grancarnes e Frigorífico Monte Verde. É mais uma tentativa de garantir a recuperação de uma dívida que já supera R$ 200 milhões. O movimento representaria um passo além da investida feita até agora. No pedido anterior, apresentado por meio do FIDC Ativos Especiais II, a Vinci mirou ativos financeiros e a averbação premonitória na matrícula do Frigorífico Monte Verde, em Mato Grosso, ativo que a gestora aponta como peça central de uma estrutura supostamente usada para ocultar patrimônio dos Arantes.
A Justiça, no entanto, não acolheu, por ora, as medidas mais duras. O juiz preferiu determinar a expedição de ofícios para que a CBSF Trust Administradora, antiga Reag Administradora, e o liquidante da CBSF DTVM, ex-Reag Trust, apresentem documentos sobre os fundos Bansko FIP e Orchid FII, com o objetivo de identificar cotistas e beneficiários finais. Consultada, a Vinci não se manifestou. O RR também tentou contato com a família Arantes, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
A tese da Vinci é que fundos ligados à antiga Reag teriam sido usados para interpor camadas societárias entre a família Arantes e ativos operacionais, como a Grancarnes e o Frigorífico Monte Verde. A gestora sustenta que essa engenharia teria servido para blindar patrimônio contra credores. A eventual ofensiva sobre bens pessoais da família elevaria a temperatura do litígio: deixaria de mirar apenas a estrutura apontada como veículo de ocultação patrimonial e passaria a buscar diretamente o patrimônio dos supostos beneficiários finais.