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Política
No QG de campanha de Flávio Bolsonaro há um crescente temor de que Karina Gama, produtora do filme “Dark Horse”, venha a colaborar com as investigações da Polícia Federal. Segundo informações que circulam entre assessores de Flávio, Karina tem se mostrado fragilizada com a ofensiva da PF sobre ela. Há relatos de seguidas crises de choro. Em apenas três meses, Karina foi alvo de duas operações de busca e apreensão. Em junho, a Polícia Civil de São Paulo foi a endereços ligados à empresária, à Go Up Entertainment e ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), no âmbito da investigação sobre possíveis desvios no contrato de R$ 157 milhões do ICB com a Prefeitura paulistana. No último dia 10, a Polícia Federal voltou a bater à sua porta. A Operação Make Up cumpriu 49 mandados e teve Karina e o deputado Mário Frias entre os alvos. A PF investiga suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental, organização criminosa e irregularidades na aplicação de emendas parlamentares.
O receio dos aliados de Flávio em relação a Karina aumentou com a descoberta de um documento registrado por ela em cartório em 4 de setembro. No texto, posteriormente apreendido pela PF, a empresária relata ter sofrido pressões para fazer uma delação premiada. Entre outros nomes, ela afirmou que foi procurada por Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney. Ele teria dito ser próximo do ministro do STF Flavio Dino.
As investigações da PF já identificaram que Daniel Vorcaro desembolsou cerca de US$ 12,3 milhões, de um total de US$ 24 milhões acertado com o próprio candidato à Presidência da República para financiar o projeto. Em tese, essa dinheirama, ou ao menos uma parte dela, passou pelo raio de ação de Karina Gama na gestão financeira de “Dark Horse”. Karina esteve no centro operacional do filme, transitou pelas empresas e entidades hoje investigadas e acompanhou de perto personagens envolvidos na montagem financeira do projeto.