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A passagem de bastão no Grupo SEB, com a transferência do comando dos negócios para as duas filhas de Chaim Zaher, tem um timing mais do que revelador. A transição se dá em um momento em que Zaher se volta cada vez mais na direção da Yduqs, da qual é o maior acionista. Segundo informações filtradas pelo RR, o empresário tem participado ativamente da costura para a fusão do grupo com a Afya. O M&A é apenas a ponta mais visível dos planos expansionistas que Zaher escreve na lousa. O alvo são negócios de maior valor agregado, a começar pela própria área de medicina, principal interesse da Yduqs na fusão com a Afya. O IDOMED, braço de ensino médico do grupo, já responde por uma parcela expressiva dos resultados, tem índices de renovação próximos de 100% e dispõe de espaço para crescer com a oferta de novas vagas, o que é sempre um problema nesse segmento dadas as restrições do Ministério da Educação para a abertura de cursos. A recente compra da Unifametro, em Fortaleza, reforçou essa presença.
Outra frente no radar de Chaim Zaher, segundo informações que circulam no setor, é escalar a operação do grupo no semipresencial. A ideia é tirar proveito da capilaridade da Estácio, principal marca de ensino superior da Yduqs, e da Wyden, rede universitária com forte presença no Nordeste. A mudança das regras do ensino a distância aumentou a exigência de atividades presenciais em diferentes cursos, especialmente nas áreas de saúde, engenharia e licenciaturas. Isso favorece grupos que já dispõem de uma extensa estrutura de campi e unidades físicas, caso das duas bandeiras de ensino superior.