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A Embraer mantém tratativas com o governo da Bolívia para participar do programa de renovação da frota da Boliviana de Aviación, a BoA, segundo informações filtradas pelo RR. A negociação com a companhia aérea estatal tem um forte apelo geoeconômico para a fabricante brasileira, que vislumbra a oportunidade de ampliar sua presença na malha regional sul-americana em um momento de reacomodação do mercado de aviação no continente. Nesse caso, os esforços comerciais da Embraer estão concentrados na venda de E-Jets, especialmente a família E2. Nos bastidores, fala-se que a operação passaria pela encomenda de até cinco aeronaves, o que envolveria cifras próximas de US$ 300 milhões.
A missão da Embraer é convencer o governo boliviano de que o modelo é a melhor resposta para mercados que precisam combinar conectividade regional, menor custo operacional e capacidade intermediária. É o caso do país vizinho. A Bolívia tem geografia complexa, demanda doméstica limitada, aeroportos em altitude e uma malha que exige aviões menores do que os jatos de corredor único tradicionais em várias rotas. É um nicho de mais difícil penetração para concorrentes como Airbus e Boeing.