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A Iguá Saneamento estaria preparando uma nova captação, por meio de uma emissão de dívida no exterior. Seria mais um movimento no esforço da empresa para reforçar sua estrutura de capital, reduzir a alavancagem e financiar a próxima etapa de investimentos em suas concessões. Em maio, a Iguá recebeu um aporte de R$ 700 milhões de seus acionistas, as canadenses CPP Investments e AIMCo e BNDESPar. Paralelamente, captou R$ 1,04 bilhão junto ao BID Invest por meio de debêntures de infraestrutura de longo prazo. O caixa da Iguá sofre forte pressão do elevado nível de alavancagem da empresa. A água está permanentemente na altura do pescoço. A companhia de saneamento fechou 2025 com uma relação dívida líquida/Ebitda superior a nove vezes. O endividamento de curto prazo, na casa dos R$ 11 bilhões, carrega o alto custo do estágio inicial das concessões no Rio de Janeiro e em Sergipe. Esses indicadores reforçam a necessidade de a empresa combinar capital dos acionistas e dívida nova para, ao mesmo tempo, sustentar o plano de crescimento e alongar o perfil do passivo. Não é uma conta simples de fechar.