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Governo
Parece até que Dario Durigan assumiu também o Ministério de Minas e Energia e, consequentemente, a presidência do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A declaração de que o CNPE vai aumentar o teor de etanol na gasolina de 30% para 32% (o chamado E32), feita publicamente ontem por Durigan, causou mal-estar dentro do governo. O ministro da Fazenda furou um anúncio que, por dever de ofício, estava reservado ao titular da Pasta de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Além disso, a afirmação teve uma dose de precipitação: os estudos técnicos para embasar a decisão, conduzidos pelo MME, ainda não foram concluídos. Ressalte-se que a medida já foi defendida pelo presidente Lula e pelo próprio Silveira, mas ainda dependia de uma deliberação do CNPE. Agora, ao que tudo indica, não depende mais. O assunto é tão complexo que o Conselho adiou por quatro vezes a reunião convocada para tratar do aumento da mistura de etanol na gasolina, em meio a questionamentos técnicos e políticos sobre o pacote de biocombustíveis. Agora nem precisa mais de reunião.