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A troca de comando na PDG Realty pode parar nos tribunais. Ontem circularam no mercado rumores de que Mauricio Tiso de Souza estaria disposto a recorrer à Justiça para retomar o cargo de CEO da incorporadora. O executivo foi destituído da função pelo conselho de administração na última segunda-feira, dia 13, sendo substituído por Roberto Giarelli. Tiso sustenta que a decisão foi tomada sem a apresentação prévia de documentos ou de uma fundamentação econômica capaz de justificar sua substituição. A própria convocação da reunião teria informado que não havia material de apoio para os itens incluídos na pauta. Em manifestação registrada na ata, o executivo argumentou que essas circunstâncias impediram uma deliberação informada, refletida e desinteressada por parte dos conselheiros. Tiso tentou adiar a votação, mas seu pedido foi rejeitado.
Por trás da mudança está o que parece ser uma ruptura entre Maurício Tiso e os outros dois integrantes do conselho de administração da PDG, Pedro Henrique Ribeiro Novaes e João de Saint Brisson Paes de Carvalho. Foi a dupla que formou a maioria para afastar Tiso e entregar o comando a Roberto Giarelli, até então vice-presidente financeiro. O executivo destituído ficou isolado no board. A divisão é recente. Em abril, Pedro e João haviam aprovado a entrada de Tiso no conselho para substituir Luan Vinícius da Silva. Menos de três meses depois, os dois patrocinaram sua retirada da presidência.
A disputa ocorre em um momento sensível para a PDG e para o próprio Maurício Tiso. O executivo é parte no processo administrativo sancionador em curso na CVM sobre a divulgação, em fevereiro de 2025, de uma suposta proposta de US$ 29,6 milhões para a compra da totalidade das ações da empresa pela incorporadora de Hong Kong Sun Hung Kai Properties. A companhia asiática negou ter apresentado a oferta.