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Regulação
O setor de securitização está na alça de mira da CVM. A autarquia investiga empresas suspeitas de serem apenas fachada para lavagem de dinheiro. As práticas criminosas cresceram com o boom desse mercado, especialmente a partir de 2020. Hoje é uma indústria da ordem de R$ 600 bilhões. A securitizadora empacota créditos e dívidas a receber e emite papéis no mercado de capitais, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio). Ocorre que essas operações não têm a devida transparência, como mostram recentes investigações da Polícia Federal. A CVM está mapeando as empresas de securitização malfeitoras, da base ao topo da cadeia. A partir de outubro, a autarquia vai apertar ainda mais o cerco ao setor com o lançamento de uma super IA que permitirá o rastreamento de transações suspeitas. No total, a Comissão de Valores Mobiliários está investindo mais de R$ 300 milhões na nova tecnologia.