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Há um burburinho no mercado que a Auren Energia, leia-se Grupo Votorantim e a canadense CPP Investments, tem planos de realizar uma nova emissão de debêntures até o fim do ano. Os títulos seriam lastreados em metas de sustentabilidade. Em abril, a companhia lançou R$ 2 bilhões em debêntures incentivadas. O novo reforço de caixa, assim como anterior, se destinaria ao alongamento do passivo, hoje tratado como prioridade pela Auren. A aquisição da AES Brasil, no ano passado, esticou a corda da alavancagem. No primeiro trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda chegou ficou em cinco vezes. Já foi pior: no fim do ano passado, o sarrafo bateu em 5,7 vezes. Mesmo com a redução nos três primeiros meses do ano, o patamar ainda está bem acima da média do setor de energia – em torno de três vezes. É de se imaginar que a questão cause desconforto, sobretudo, entre os Ermírio de Moraes, historicamente conhecidos por manter uma gestão de caixa conservadora na Votorantim, com níveis de endividamento mais palatáveis.