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Venture capital
A Houser, startup criada na Flórida pelo investidor brasileiro Felipe Rossi, planeja novas frentes de operação no Brasil. O que se ouve à boca miúda no mercado é que a empresa, especializada em conectar consumidores a profissionais para reformas, manutenção e serviços residenciais, avalia criar uma vertical financeira acoplada à plataforma de serviços residenciais. O desenho pode reunir crédito para reformas, parcelamento, antecipação de recebíveis aos prestadores e uma estrutura de escrow, pela qual o pagamento do cliente fica retido até a conclusão do serviço. Seria a transposição para o mercado brasileiro de uma estratégia que a companhia já começou a desenhar nos Estados Unidos. Por lá, a Houser não apenas utiliza contas escrow como chegou a prospectar fintechs especializadas nesse tipo de operação para possíveis aquisições. No Brasil, uma parceria ou mesmo a compra de uma plataforma financeira está entre os caminhos que fariam sentido para acelerar o projeto. A aproximação da Houser com empresas de meios de pagamento reforça essa possibilidade.
A startup iniciou sua operação brasileira neste ano e colocou US$ 10 milhões sobre a mesa para financiar a expansão no país nos próximos dois anos. A Houser também vem ampliando seus canais de distribuição: acaba de fechar uma parceria com a Housi para oferecer profissionais de limpeza por meio do aplicativo da proptech. A ofensiva ocorre poucos meses depois da primeira rodada de capital da companhia, liderada pela Synergia Investimentos. O valor captado não foi revelado, mas superou a meta inicial de US$ 3 milhões. Até então, Rossi havia bancado aproximadamente US$ 400 mil do próprio bolso.