Buscar
Acervo RR
A norte-americana Mars quer dar uma nova dimensão a seus negócios no Brasil, que, até o momento, têm o tamanho de uma trufa de chocolate se comparada ao porte mundial do grupo. A empresa deverá investir até R$ 40 milhões nos próximos dois anos. Boa parte dos recursos irá para a expansão da fábrica de Guararema (SP). A Mars pretende aumentar a produção nos segmentos de candy bars e confeitos, seus negócios mais fortes no país. No primeiro, detém cerca de 10% de market share, atrás apenas da marca blockbuster Bis, da Lacta. Na área de confeitos, por sua vez, é líder de mercado, com 35% das vendas. O mercado de chocolates tem suas manhas. Devido a forte presença de fabricantes regionais e produtos de baixo custo, qualquer pontinho de market share é motivo de comemoração. A Mars, por exemplo, já vai festejar se conseguir duplicar sua participação no país. Hoje, a empresa detém 2% das vendas totais de chocolate no mercado brasileiro. Há pelo menos três anos, patina no mesmo patamar, sobretudo nos segmentos de bombons e tabletes, onde se concentram 90% do consumo nacional. A Mars ainda tem uma ínfima participação nestes dois nichos, dominados por Nestlé/Garoto e Kraft Foods/Lacta. Não obstante o porte ainda pequeno da operação brasileira, a Mars tem alcançado resultados satisfatórios no país. No ano passado, teria faturado cerca de R$ 150 milhões, valor que, nas projeções dos norte-americanos, só seria alcançado em 2010. O lucro passou dos R$ 10 milhões, o melhor resultado desde que a empresa desembarcou no país. Aos poucos, a subsidiária vem ganhando autonomia em assuntos que sempre dependeram do imprimatur da matriz, como lançamento de produtos e contratação de pessoal. Mesmo assim, ainda há uma boa dose de cautela nos planos norte-americanos para o Brasil. O projeto de construção de uma fábrica na Bahia foi adiado sine die. As possibilidades de uma aquisição também reduziram, até porque os ativos de maior peso já trocaram de mãos.