Categoria: Crédito
Warning: Undefined variable $contador in /home/relatorioreservado/www/legado/wp-content/themes/relatorio-reservado/category.php on line 33
Crédito
Banco do Nordeste vai buscar mais energia financeira na CAF
18/10/2023- [addtoany]
O presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, está em linha direta com a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe). Câmara quer fechar, ainda neste ano, o repasse de uma leva de recursos para o financiamento de projetos em transição energética. As cifras giram em torno de US$ 100 milhões. No que depender do presidente do BNB, é só o começo. Câmara quer aproveitar a porta aberta junto ao banco de fomento latino-americano para buscar também uma segunda tranche de recursos. O foco, nesse caso, é irrigar linhas de crédito do Banco do Nordeste para projetos vinculados ao cumprimento de metas ESG
Crédito
Governo estuda limite para a compra de veículos populares
9/06/2023- [addtoany]
O governo estuda impor uma “cláusula de barreira” para a compra de veículos populares com desconto. A ideia é fixar um limite para a aquisição de carros por pessoas jurídicas. A medida teria como objetivo evitar que empresas transportadoras e locadoras de automóveis comprem grandes lotes de veículos, reduzindo a oferta de modelos e carros para o consumidor comum. Ou seja: seria mais uma trava de segurança para blindar a classe média, principal alvo do programa de crédito. O governo já determinou que, nos primeiros 15 dias, apenas pessoas físicas poderão comprar os veículos com os descontos.
Crédito
Equipe econômica elabora uma versão do “Desenrola” para os fornecedores da Americanas
6/06/2023- [addtoany]
Um dos novatos da Fazenda, levado por Fernando Haddad para o governo, sugeriu uma reunião com o Banco Central para propor a redução do recolhimento compulsório sobre os depósitos a prazo e à vista como uma solução temporária para o desengargalamento do crédito, provocado pela crise das Americanas. Os recursos que deixariam de ser recolhidos ao BC serviriam para cobrir a inadimplência da empresa junto aos fornecedores. Ou seja: essa espécie de “Desenrola” versão Americanas daria fôlego para os próprios bancos refinanciarem essas dívidas. Ressalte-se que a companhia e seus acionistas não ficariam livres de pagar um centavo do que devem. Na proposta idealizada pelo jovem economista da equipe econômica, o próprio BC ou a União passaria a ser o detentor dos créditos contra a rede varejista. Teria de ser feito um encontro de contas ou algum expediente que levasse em consideração a liberação dos recursos do recolhimento para o sistema financeiro e, em contrapartida, a assunção da cobrança da dívida por parte do Estado.
Trata-se de uma engenharia intrincada, mas com significativo impacto para aliviar o garrote da crise no crédito. O calote da Americanas atingiu mais de oito mil fornecedores, o equivalente a mais de 85% da lista total de credores apresentada pela empresa em seu plano de recuperação judicial (em torno de 9,4 mil). Em termos financeiros, o passivo com essa classe corresponde a aproximadamente 11% das dívidas totais inscritas na recuperação, de R$ 50,1 bilhões. Nesse rol, figuram grandes corporações, com fôlego para aguentar o tranco, como a Samsung, a quem a Americanas deve mais de R$ 1,2 bilhão. No entanto, a fila de fornecedores é, em grande parte, composta por empresas de menor porte, sem gordura para financeira para suportar a inadimplência da rede varejista.
No caso do recolhimento agir como funding, seria uma forma dos bancos resolverem o problema abrindo, indiretamente, o seu próprio bolso, porque os depósitos retidos no BC são, em última instância, das instituições financeiras. Caso a geringonça ande para frente, há que se ver o que acha o BC, que tem mantido os juros lá em cima para apertar a liquidez e cumprir a draconiana meta de inflação de 3,25%, neste ano, e 3% em 2024. A autoridade monetária teria de fazer um movimento contraditório de fechar a mão que fere com o ferro da Selic e abrir a outra mão, que afaga e irriga com o compulsório.
Atualmente, conforme a agência de rating Fitch divulgou ao jornal O Globo, o número de empresas no Brasil com chance real de calote subiu de três para 10. Na Fazenda, há quem compare – como a fonte do RR – o episódio das Americanas a uma versão pocket da crise da Federal Home Loan Mortgage Corporation – ou Freddie Mac – e da Federal National Mortgage Association Fannie Mae, os dois pilares do refinanciamento imobiliário dia Estados Unidos. A hecatombe levou o FED a intervir nas empresas e bancos afetados por um risco de quebra generalizado.
Crédito
Governo faz um afago aos microempreendedores do Nordeste
11/05/2023- [addtoany]
O governo vai usar o Banco do Nordeste para dar um gás às micro e pequenas empresas da região – o maior colégio eleitoral do PT, diga-se de passagem. Os recursos sairão do Crediamigo. Segundo o RR apurou, o banco trabalha com estimativa de desembolsar quase R$ 15 bilhões ao longo do ano por meio da sua carteira de crédito a microempreendedores. A se confirmar, será o maior salto do programa – um aumento de mais de 40% em relação ao valor desembolsado em 2022 (em torno de R$ 10,5 bilhões). O Crediamigo, não custa lembrar, esteve sobre fogo cruzado no governo Bolsonaro com denúncias de corrupção disparadas pelo próprio presidente do PL, Valdemar da Costa Neto. As acusações feitas pelo aliado de Jair Bolsonaro custaram a cabeça do então presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, e o fim da parceria com o Instituto Nordeste Cidadania, à época responsável pela cogestão do Crediamigo.