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Venture capital
Corre na Faria Lima que a agtech alemã Stefon tem sido sondada por fundos de venture capital brasileiros interessados em entrar no seu capital. A startup entrou em um ciclo de expansão no Brasil, alçado à condição de mercado prioritário na cartografia de negócios da empresa. A Stenon desenvolveu o FarmLab, equipamento portátil capaz de medir nutrientes e outras características do solo diretamente na lavoura, reduzindo a dependência das análises laboratoriais tradicionais. Desde que desembarcou no país, em 2023, a companhia já analisou quase 90 mil hectares e dobrou sua receita brasileira.
A operação, inicialmente ancorada na parceria com a Lavoro, avançou para Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo, com maior presença em lavouras de cana-de-açúcar no Centro-Sul, milho e algodão em Mato Grosso e milho e trigo no Paraná. A Stenon também está reforçando a estrutura local: montou uma equipe de agrônomos e técnicos e criou um cargo específico de chefe de desenvolvimento de negócios para acelerar novas parcerias e ampliar a presença no campo.
Outro movimento chama a atenção dos investidores. A empresa desenvolve uma nova geração de tecnologia voltada à análise de solo em larga escala, pensada especialmente para grandes produtores em mercados como o brasileiro. E já admite dar um passo além: produzir o FarmLab no Brasil caso a operação alcance escala suficiente. O interesse dos fundos passa justamente pelo potencial de crescimento em um país de agricultura extensiva, elevado consumo de adubos e forte pressão para aumento da eficiência no uso de insumos. Em julho, ressalte-se, a Stenon levantou € 18 milhões em uma rodada Série B liderada pela holandesa Pymwymic e pelo alemão DeepTech & Climate Fonds.