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Mineração
A Sigma Lithium ainda terá de quebrar muita pedra para fechar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o governo de Minas Gerais. A companhia tem encontrado pouca ou nenhuma flexibilidade por parte das autoridades nas negociações. O acordo é determinante para que a mineradora restabeleça plenamente as atividades no complexo de lítio Grota do Cirilo, no Vale do Jequitinhonha. A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) suspendeu as licenças de duas cavas, em Araçuaí e Itinga, após apontar intervenções ambientais não informadas, início de atividades antes das autorizações e apresentação de dados considerados inverídicos no processo de licenciamento. A empresa contesta as acusações.
A pressão não se limita à esfera estadual. Em outra frente, auditores do Ministério do Trabalho interditaram pilhas de estéril sob a alegação de risco grave e iminente e multaram a companhia depois de constatarem o uso de uma delas apesar da proibição. A Sigma recorreu à Justiça para derrubar a medida.
As pendências regulatórias e legais atingem o principal ativo da companhia no país. Grota do Cirilo reúne mina e planta de beneficiamento integradas, recursos minerais próximos de 107 milhões de toneladas e capacidade instalada para produzir 270 mil toneladas anuais de concentrado de lítio. A expansão em curso pretende elevar esse volume para 520 mil toneladas por ano. A Sigma é hoje a maior produtora brasileira do mineral, à frente da AMG Brasil e da Companhia Brasileira de Lítio (CBL), também presentes em Minas Gerais.