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Indústria
O Paraguai está agradecendo a Donald Trump pelo tarifaço contra o Brasil. Com a elevação no custo das exportações aos Estados Unidos, começaram as consultas e avaliações dos projetos de engenharia para triangulação de vendas externas e transferência de fábricas inteiras para o país vizinho. A premissa é que, mesmo que as tarifas venham a ser reduzidas, não voltarão ao mesmo lugar de antes. O produto brasileiro ficará menos competitivo no exterior. O Paraguai além de ter tarifas de somente 10% – até porque não há muito o que tarifar – mantém um regime fiscal convidativo. Fábricas de produtos químicos e farmacêuticos, assim como de motores e equipamentos, poderão ser transferidas no modelo turn key. São empregos e tributos escorrendo para o país vizinho. Chega a ser engraçado pensar que a longa tradição de contrabando do Paraguai possa ser “abrasileirada”. Ou seja, que fábricas brasileiras, implantadas em território paraguaio, estabeleçam um comércio ilegal para o lado de cá da fronteira aproveitando as vantagens comparativas criadas pelo tarifaço de Trump e Marco Rubio.