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Judiciário
Desde a manhã de hoje, a definição do futuro integrante do Tribunal Eleitoral do Rio de Janeiro, na vaga reservada para a magistratura, agita os gabinetes do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ). Segundo o RR apurou, a poucas horas do prazo final para a escolha, logo mais, às 18 horas, cresceram as chances de o juiz Rafael Estrela Nóbrega ser o escolhido. Desde a abertura do processo eleitoral, na última terça-feira, Nóbrega obteve o importante apoio de alguns dos magistrados mais influentes da Corte, a começar pelo próprio desembargador Henrique Figueira, ex-presidente do TJ-RJ e atual presidente do TRE-RJ. A possível escolha seria uma derrota da ala mais conservadora do Tribunal de Justiça. Nóbrega é visto na Corte como de perfil mais progressista. Seus oposicionistas ainda tentam angariar votos para André Cortês Vieira Lopes, o mais antigo membro da classe na disputa e de perfil considerado tradicionalista. A lista tríplice de candidatos se completa com o magistrado Marcelo Menaged, com menores chances de escolha, segundo informações que circulam no TJ-RJ.
Há um fato adicional que aumenta a temperatura do pleito. Esta não é uma eleição trivial. O próximo membro do TRE deverá pegar o rescaldo do processo de cassação do governador Claudio Castro. O chefe do Executivo fluminense foi absolvido, de forma apertada, por quatro votos a três. Há uma possibilidade razoável de o Ministério Público Eleitoral entrar com embargos de declaração no TRE-RJ. O órgão é autor de uma das ações que pediu a cassação de Castro e de outros 11 acusados por abuso de poder político e econômico na eleição de 2022. O ministro Gerardo Carnevale Ney da Silva, que acaba de se aposentar, votou contra a cassação. No caso de um recurso, a presença de um magistrado menos alinhado ao campo ideológico de Castro pode significar uma virada no entendimento do TRE-RJ.